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Advogado do peemedebista diz que "está tranquilo" quanto à situação de Cunha; aliados do presidente afastado da Câmara passam a defender maior celeridade no processo no Conselho

Estadão Conteúdo

Defensor de Cunha, Marcelo Nobre, em conversa com o presidente do Conselho de Ética
Alex Ferreira / Câmara dos Deputados - 16.02.2016
Defensor de Cunha, Marcelo Nobre, em conversa com o presidente do Conselho de Ética

O advogado de defesa do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética, Marcelo Nobre, descartou nesta terça-feira (10) a possibilidade de pedir a suspensão da tramitação da representação. Para o advogado, não há provas que possam levar a cassação do mandato do peemedebista. "A defesa está tranquila de que não há provas (contra ele)", afirmou.

Deputados que integram a "tropa de choque" de Cunha contrariaram a expectativa e não manifestaram, durante a reunião da tarde desta terça-feira, a intenção de pedir o trancamento do processo disciplinar em virtude do afastamento do mandato determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Essa foi a primeira sessão do conselho após a decisão da Corte.

O grupo teve um comportamento atípico na sessão desta terça-feira: ninguém fez a defesa enfática de Cunha e, quando se manifestaram, demonstraram interesse em acelerar os trabalhos. "Precisamos finalizar logo esse processo", defendeu João Carlos Bacelar (PR-BA), aliado de Cunha, ao perguntar sobre os prazos finais.

O relator do processo, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), acredita que o fato de ter antecipado o estudo técnico recomendando que não haja suspensão do caso por causa do afastamento fez a "tropa de choque" de Cunha recuar. "Não há impedimento para que o processo avance", ressaltou. No entanto, Rogério considera cedo para avaliar o comportamento dos aliados de Cunha e lembrou que questionamentos sobre o andamento do processo ainda podem ser feitos na fase de instrução (que termina no dia 19) no próprio conselho ou futuramente na Comissão de Constituição e Justiça.

O advogado disse não saber ainda se o peemedebista comparecerá para depor. A Cunha serão oferecidos os dias 18 e 19 deste mês para prestar esclarecimentos aos pares. "É uma questão muito pessoal. Ele que tem que decidir se vem ou não", desconversou. Cunha não é obrigado a comparecer no conselho.

A reunião desta tarde foi apenas para a apresentação de um parecer que estabelece novas regras de substituição de titulares e suplentes no colegiado. A proposta visa impedir mudanças no conselho na reta final da apreciação do caso Eduardo Cunha.

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