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Direito a carro oficial, escolta, avião da FAB e salário de R$ 33 mil estão em debate; aliados querem que peemedebista tenha direito às mesmas prerrogativas que Dilma terá se for afastada

Estadão Conteúdo

Palavra final deve ser dada pelo presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA)
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados - 05.05.16
Palavra final deve ser dada pelo presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA)



Técnicos da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados estão reunidos no fim da manhã desta sexta-feira (6) para discutir a manutenção das prerrogativas do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Aliados querem que ele tenha direito às mesmas “regalias” que Dilma Rousseff terá se for afastada da presidência durante o processo de impeachment. "Vamos tentar agir em paralelo", disse o primeiro-secretário, deputado Beto Mansur (PRB-SP).

Até a noite dessa quinta-feira (5), a diretoria da Casa previa a suspensão imediata de privilégios como transporte da Força Aérea Brasileira (FAB), segurança e escolta da Polícia Legislativa, direito ao uso de carro oficial, além da retirada dos assessores da Presidência e do gabinete pessoal de Cunha. O maior impasse é se será mantido ou não o salário do parlamentar afastado – que gira em torno de R$ 33 mil.

Diante do ineditismo do afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal, será produzido um ato da Presidência da Câmara para estabelecer as concessões que serão feitas a Cunha. O ato será assinado pelo presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA).

Maior impasse da Mesa Diretora é a manutenção do salário do parlamentar, em torno de R$ 33 mil
André Dusek/Estadão Conteúdo - 4.5.16
Maior impasse da Mesa Diretora é a manutenção do salário do parlamentar, em torno de R$ 33 mil