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Políticos próximos ao vice admitem que decisão pode ter grande impacto, mas dizem ser ainda cedo para tecer opiniões

Estadão Conteúdo

Expectativa era que STF decidisse apenas sobre Cunha assumir a presidência  em governo Temer
Agência Brasil
Expectativa era que STF decidisse apenas sobre Cunha assumir a presidência em governo Temer

Aliados do vice-presidente Michel Temer se mostraram surpresos e atordoados com a decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de seu cargo na Câmara dos Deputados, anunciada na manhã desta quinta-feira (5).

Após tomarem conhecimento da notícia, integrantes do grupo mais próximo a Temer e lideranças do PMDB na Câmara ainda aguardavam os desdobramentos da decisão para avaliarem o impacto para o partido e as negociações de montagem do novo governo, que deve ocorrer na próxima semana, caso a Dilma seja afastada do Planalto pelo Senado.

"Impacta tudo, impacta o noticiário, mas temos que aguardar. Vamos ouvir um pouco. Como dizia Tancredo Neves: a onda bateu nas pedras, agora vamos ver como fica a espuma. Qualquer comentário é precipitado", avaliou um integrante do grupo mais próximo ao vice.

A decisão de Zavascki ocorre em meio às tratativas com aliados para a composição de um governo Temer. A previsão é de que até esta sexta-feira (6) a divisão dos ministérios entre as legendas esteja definida.

"Está todo mundo assustado, mas não altera em nada", amenizou uma liderança do PMDB na Câmara que não quis se identificar. Segundo ela, a expectativa dentro da bancada era de que o STF decidisse nesta quinta-feira (5) apenas sobre o impedimento de Eduardo Cunha em assumir a Presidência da República em um eventual governo Temer. O deputado se torna o primeiro na linha sucessória caso a presidente seja afastada.

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, anunciou ao fim da sessão de quarta-feira (4) que pautaria em plenário já no dia seguinte a ação proposta pela Rede Sustentabilidade que pede o afastamento imediato de Cunha do posto ou, ao menos, o impedimento para que ele ocupe a Presidência da República em caso de ausência de Temer.

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