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Mulher e sócia de João Santana, Monica Moura, e o empresário Ronan Maria Pinto também deixaram a carceragem da PF

João Santana e sua mulher, Monica Moura, durante transferência para presídio, nesta terça-feira
Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo - 3.5.16
João Santana e sua mulher, Monica Moura, durante transferência para presídio, nesta terça-feira

A Polícia Federal transferiu na manhã desta terça-feira (3) o marqueteiro João Santana, sua mulher e sócia, Monica Moura, o ex-senador Gim Argello e o empresário Ronan Maria Pinto, dono do jornal "Diário do Grande ABC". Presos na Operação Lava Jato, os quatro deixaram a superintendência da PF em Curitiba pela manhã e foram encaminhados para o Complexo Médico-Penal de Pinhais.

No caso de Mônica Moura, ela será levada a um presídio estadual feminino.

A transferência atende a uma solicitação da Polícia Federal para liberar o espaço limitado da carceragem da corporação em Curitiba a eventuais novos presos detidos em flagrante. "De fato a carceragem da Polícia Federal, apesar de suas relativas boas condições, não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos", assinalou o juiz federal Sérgio Moro na decisão que autorizou a transferência, nesta segunda-feira (2).

Na semana passada, o juiz que conduz os processos da Lava Jato na primeira instância aceitou duas denúncias contra João Santana e Mônica Moura, acusados de receberem propina da Odebrecht relativa a contratos da Petrobras e da Sete Brasil e também do "setor de propinas" da empreiteira, que não tinha relação com a estatal petrolífera.

Já Ronan Maria Pinto é investigado por suspeita de ter recebido parte do empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões ao PT feito pelo banco Schahin em 2004. Supostamente o pagamento ao empresário visava evitar a revelação de detalhes sobre a morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, morto em 2002.

O ex-senador Gim Argello, preso em abril, é investigado por suspeita de extorquir a UTC Engenharia e a OAS. Ele teria recebido ao menos R$ 5,35 milhões para evitar a convocação de empreiteiros investigados na Lava Jato para depor perante Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Câmara e no Senado em 2014. Tanto Ronan quanto Argello ainda estão sob investigação e deverão ser denunciados criminalmente pelo Ministério Público Federal.