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Aécio Neves ressalta que tucanos temem que novo governo liderado por peemedebista se "pareça" com o de Dilma

Reunião da Executiva Nacional do PSDB realizada em Brasília, na manhã desta terça-feira (3)
Divulgação/PSDB
Reunião da Executiva Nacional do PSDB realizada em Brasília, na manhã desta terça-feira (3)

Integrantes da cúpula do PSDB se encontraram com o vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, para entregar um documento com pontos que o partido considera fundamentais para um eventual governo do peemedebista, caso a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rouseff seja aprovada no Senado.

Estiveram no Jaburu, nesta terça-feira (3), os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), além do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Ao chegar ao local, o líder tucano na Casa disse que o documento entregue ao vice-presidente foi aprovado pela executiva do partido.

Na semana passada, o senador Aécio Neves se reuniu com Fernando Henrique Cardoso para conversar sobre o documento que seria entregue a Temer. Na ocasião, o presidente tucano disse que iria apresentar a FHC as linhas básicas do conjunto de sugestões a serem apresentadas para um eventual governo Temer.

Minutos antes de se encontrar com o vice em Brasília, Aécio ressaltou que o partido teme que o novo governo liderado pelo peemedebista se "pareça" com o governo da presidente Dilma.

"Realmente nos preocupamos com as notícias que já são públicas, a forma pela qual o governo já vem sendo constituído. Temos receio que esse governo (de Michel Temer) se pareça muito com aquele que está terminando os seus dias", apontou o senador.

"Confiamos no presidente Michel Temer, na sua capacidade de dar ao Brasil de novo esperança, mas a convergência que conseguimos construir em torno do PSDB, enfatizada pela unanimidade dos governadores que aqui hoje estiveram presentes, é de que o PSDB prefere não participar com cargos no governo. Mas, sim, da agenda parlamentar, porque é essa que, na verdade, possibilitará a tirada do Brasil da crise."

Aécio também chamou atenção ao fato de os representantes do Executivo estadual terem como principal apreensão questões relacionadas ao pacto federativo. "Os governadores têm uma preocupação que não é com cargos, mas com a questão federativa. Os governadores defendem uma agenda efetiva de reequilíbrio da federação de solução de impasses, alguns, inclusive, no Supremo Tribunal Federal."

Na reunião da cúpula do PSDB também foram discutidos os 15 itens da carta que foi entregue com os principais temas que o partido defende para apoiar o novo governo. Entre o pontos defendidos pelos tucanos está o início da discussão da implementação do sistema parlamentarista a partir de 2018, logo após as eleições gerais.

Na parte que trata sobre o cenário econômico, o documento do PSDB defende que um dos caminhos para sair da atual crise é a ampliação das concessões e privatizações. Essa orientação teve a colaboração do ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga, que chegou a ser sondado para participar da equipe econômica de Temer.

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