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Osmar Serraglio assume principal função da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, que tem entre objetivos a análise de recursos para barrar ação contra presidente da Casa

Agência Câmara

Aliado de Cunha, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) foi eleito presidente da CCJ da Câmara
Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados - 3.5.16
Aliado de Cunha, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) foi eleito presidente da CCJ da Câmara

O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (3). Aliado do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ele deve ter como uma de suas principais missões no colegiado justamente a análise de recursos da defesa do parlamentar, que tenta anular na CCJ as decisões contrárias ao peemedebista no Conselho de Ética.

Serraglio foi o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, que investigou o esquema do mensalão em 2005. Ele está em seu quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.

Foram eleitos como primeiro, segundo e terceiro vice-presidentes, respectivamente, os deputados Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), Cristiane Brasil (PTB-RJ) e Covatti Filho (PP-RS).

Ao assumir a presidência da comissão, Serraglio disse que o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) irá relatar o recurso que tenta anular o processo contra Cunha no Conselho de Ética, apresentado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS).

O recurso busca cancelar a votação do relatório preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que estabelece a abertura do processo disciplinar contra Cunha.

O novo presidente da CCJ rebateu críticas de que poderia favorecer o colega de partido em sua gestão à frente do colegiado. "Aqui, o que couber à Comissão de Constituição e Justiça, eu não titubiarei em colocar no plenário. Quem deve decidir é o plenário, não o presidente. Eu serei o mais reticente possível com relação às minhas opiniões", disse Serraglio.

O deputado falou que conversará com os membros do colegiado sobre quais serão as prioridades a votar.

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