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Condenado na Operação Lava Jato, ex-presidente da maior construtora do País está preso desde junho do ano passado

Empreiteiro Marcelo Odebrecht foi preso na 14ª fase da Operação Lava Jato, em junho de 2015
Antonio Melo/Agência de Notícias Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo - 20.6.15
Empreiteiro Marcelo Odebrecht foi preso na 14ª fase da Operação Lava Jato, em junho de 2015

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a negar nesta terça-feira (26) um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht. Ele está preso desde junho do ano passado pela Operação Lava Jato.

Por 3 votos 2, a maioria dos ministros seguiu voto do relator, Teori Zavascki, por entender que Marcelo Odebrecht deve continuar preso, porque há indícios de que o empresário tentou “perturbar a investigação da Lava Jato”. Seguiram o relator, os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes e Dias Toffoli concederam liberdade ao empresário, mas ficaram vencidos.

Também nesta terça-feira, a Corte aprovaram o pedido de liberdade de dois ex-diretores da Odebrecht. A decisão foi tomada pela 2ª Turma do Supremo.

Relator dos pedidos de habeas corpus, o ministro Teori Zavascki votou a favor de conceder o benefício a Rogério Araújo. Os demais ministros da Turma seguiram a orientação. A partir de agora, o executivo vai ter que cumprir prisão domiciliar, além de cumprir medidas alternativas como usar tornozeleira eletrônica, não voltar a trabalhar na empresa e entregar o passaporte.

Já no caso de Márcio Faria da Silva, Teori foi voto vencido. Três dos cinco ministros votaram a favor do pedido de liberdade. O relator havia dito que o empresário, por ter dupla nacionalidade, poderia fugir do País para não cumprir a pena.

*Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo