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Uma das poucas legendas a seguir na base aliada de Dilma Rousseff, bancada do PDT diz que "não aceitará o golpe"

Estadão Conteúdo

Weverton Rocha (PDT-MA) disse que parlamentares não vão
Reprodução/Facebook
Weverton Rocha (PDT-MA) disse que parlamentares não vão "sair do barco como se fossem ratos"


No momento em que o governo perde a aliança com partidos que considerava fundamentais para barrar o impeachment, como o PP, o PDT anunciou apoio integral à presidente Dilma Rousseff na votação marcada para o próximo domingo (17).

O líder do partido na Câmara, Weverton Rocha (MA), disse que a sigla fechou nesta quarta-feira (13) a questão contra o impeachment, o que significa que deputados dissidentes deverão ser punidos pelo diretório nacional, que se reunirá em maio.

"Não vamos sair do barco como se fôssemos ratos", anunciou o líder, que evitou comentar a decisão de partidos da base governista de passar a apoiar o afastamento da presidente.

A decisão sobre o voto do PDT foi tomada, segundo Rocha, por ampla maioria dos participantes da reunião. Estavam presentes 19 dos 20 deputados pedetistas, o presidente nacional do partido, ex-ministro Carlos Lupi, e o ministro das Comunicações, André Figueiredo.

"Existem opiniões diferentes no partido, cada um tem sua tese, mas a ampla maioria acatou a decisão e vamos fechar questão. Quem faz parte da agremiação partidária e não acompanha a decisão é submetido a sanção. A bancada do PDT não apoiará o golpe e estará ao lado da democracia e da Constituição", avisou o líder. O único deputado ausente, segundo Rocha, foi Mário Heringer (MG). "Ele tem críticas (ao governo), mas sempre acompanhou o partido", resumiu Rocha.

Líder  do partido criticou o governo e cobrou a abertura de amplo diálogo a partir de segunda (18)
Roberto Stuckert Filho/PR
Líder do partido criticou o governo e cobrou a abertura de amplo diálogo a partir de segunda (18)


Apesar do apoio, o líder pedetista criticou o governo Dilma e cobrou a abertura de amplo diálogo a partir da próxima segunda-feira (18), um dia após a votação do processo em plenário da Câmara – que autoriza a ação a seguir ao Senado Federal.

"O PDT tem muitas críticas ao governo, principalmente na área econômica. Precisamos desmontar esse muro construído na frente do Congresso Nacional. É preciso que as forças políticas se sentem para dialogar, porque o que está atormentando a vida do trabalhador é a falta de expectativa de dias melhores. O fantasma do desemprego e da recessão é que tem deixado todos assustados."

Veja imagens da votação da comissão do impeachment:


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