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Presidente do partido, Gilberto Kassab não decidiu ainda se irá deixar o Ministério das Cidades; PSD conta com 39 deputados

Líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF) presidiu Comissão Especial do Impeachment
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados - 11.4.16
Líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF) presidiu Comissão Especial do Impeachment

A bancada do PSD na Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira (13) que vai encaminhar, no próximo domingo (17),  votação favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O anúncio foi feito nesta noite pelo líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), após a bancada tomar a decisão e comunicá-la ao ministro das Cidades, Gilberto Kassab, presidente do partido.

O PSD, que integra a base do governo no Congresso, encaminhou votação contrária ao impeachment na comissão especial, mas nesta quarta-feira deliberou por outra posição. “Agora, o encaminhamento passa a ser favorável à admissibilidade. Esta é uma votação em que tem que ser marcada uma posição, em que se tem uma imensa responsabilidade, e o PSD não se sentiria confortável em manter [seu parlamentar]  liberado. Portanto, ele marca uma posição de bancada pela admissibilidade”, disse Rosso.

Sobre a permanência de Kassab no governo, Rosso disse que a decisão cabe ao ministro e ao partido. “O ministro Gilberto Kassab tem a característica de respeitar a decisão da bancada e disse que aceitaria qualquer que fosse a decisão”, afirmou Rosso. Segundo o líder, Kassab participou do início da reunião e deixou a bancada livre para decidir sobre a votação.

Rosso informou que mais de 80 % dos deputados da bancada foram favoráveis ao encaminhamento pela admissibilidade na votação do pedido de afastamento da presidente Dilma.

Quanto ao encaminhamento da votação do PSD na comissão especial, Rosso disse que houve um equívoco naquele dia. “Foi um equívoco não intencional o encaminhamento contrário ao processo, tanto é que o resultado da comissão mostrou isso. Estou convencido de que devemos votar pela admissibilidade e que o Senado deverá detalhar a questão e dar oportunidade a presidente Dilma de se defender.”

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