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Para líder tucano no Senado, fala do vice-presidente "traz tranquilidade"; peemedebista minimiza vazamento e diz que gravação reitera o que já tem defendido nos últimos tempos

Vice-presidente enviou
Reuters
Vice-presidente enviou "acidentalmente" gravação a deputados do PMDB

O vazamento de um áudio encaminhado acidentalmente pelo vice-presidente Michel Temer a deputados do PMDB se tornou um dos principais assuntos no Congresso Nacional na tarde desta segunda-feira (11).

O líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (BA), classificou a fala do vice-presidente como a "prova final" de uma conspiração contra Dilma envolvendo o peemedebista.

"Esse áudio é a prova final de que o golpe perpretado por Eduardo Cunha e Aécio Neves teve a conspiração prévia dele [Temer], traidor, na sala ao lado da presidente da República", disse o petista, que lembrou ainda do episódio em que foi divulgada uma carta de Temer a Dilma, em dezembro do ano passado. "Ele [Temer] antecipa o resultado de uma votação que não aconteceu. Esse áudio é patético e vai entrar para a história porque supera até mesmo aquela carta. Vai virar o mico da tentativa de golpe."

Na gravação, Temer fala como se o impeachment da presidente Dilma Rousseff tivesse sido aprovado pela Câmara e afirma ser necessário fazer uma "reunificação" do País. 

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que o áudio vazado é "imprevidente, mas premonitório". 

"A fala serve para trazer tranquilidade. Vai dar obviamente base e munição para os que fazem o discurso de que ele [Temer] é conspirador", disse Cássio. Para ele, contudo, a instabilidade já está posta no País e as declarações servem mais para tranquilizar em meio a grandes incertezas.

O vice-presidente disse que o áudio apenas reitera pontos que ele tem defendido nos últimos tempos. Ele justificou a gravação dizendo que a fez para a eventualidade de a Câmara dos Deputados aprovar o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

O senador da oposição Alvaro Dias (PV-PR) disse que o vice-presidente já está "ensaiando" assumir o Palácio do Planalto, dando como "favas contadas" o impeachment de Dilma.

*Com informações do Estadão Conteúdo e da Reuters

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