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Presidente da Câmara alega que depoentes fizeram delação premiada e vão falar de atos que não constam em relatório

Estadão Conteúdo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha: movimentações para evitar cassação
Antonio Cruz/Agência Brasil - 17.03.16
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha: movimentações para evitar cassação

A defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolou no Conselho de Ética um pedido para que as oito testemunhas investigadas na Operação Lava Jato, e que foram arroladas no processo por quebra de decoro parlamentar, não sejam ouvidas pelo colegiado, nesta terça-feira (5).

O advogado Marcelo Nobre alega que as testemunhas são suspeitas para participarem da ação, uma vez que fizeram delação premiada e vão falar de atos que não constam no parecer preliminar do relator Marcos Rogério (DEM-RO).

Também na terça-feira, o juiz federal Sérgio Moro autorizou a cúpula do Conselho de Ética a ouvir, ainda neste mês, as testemunhas que estão presas. Ele determinou que as audições sejam realizadas em sessões fechadas em Curitiba, sede das investigações da Lava Jato.

Na semana passada, o deputado Marcos Rogério apresentou seu plano de trabalho para a fase de instrução do processo e pediu para que fossem ouvidos como testemunhas de acusação o doleiro Alberto Youssef e os lobistas Júlio Camargo e Fernando Soares, o Fernando Baiano.

O relator também decidiu convidar o ex-dirigente da BR Distribuidora João Augusto Henrique; Leonardo Meirelles, ligado a Alberto Youssef; o ex-gerente da Área Internacional da Petrobras Eduardo Vaz Musa; Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, além do próprio representado. O colegiado não tem força de convocação, portanto as testemunhas são livres para recusar o convite.

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