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Em café da manhã com Renan Calheiros, o ex-presidente pediu reação de senadores após ele ter sido alvo da Lava Jato

Estadão Conteúdo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante pronunciamento no diretório nacional do PT
Newton Menezes/Futura Press - 04.03.16
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante pronunciamento no diretório nacional do PT

Em café da manhã na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu uma reação dos senadores após ele ter sido alvo de uma condução coercitiva na última sexta-feira, 04, determinada pela 24ª fase da Operação Lava Jato. "Estão querendo me incluir de todo o jeito. Estão forçando a barra", reclamou o petista.

No encontro que contou com a presença de cerca de 20 senadores, Lula disse que ele está sendo "perseguido" pela força-tarefa que investiga o esquema de corrupção da Petrobras, embora não tenha citado nominalmente o juiz Sérgio Moro, responsável pela operação. Ele disse que os senadores deveriam se manifestar sobre a condução da qual ele foi alvo, que classificou como "ilegal".

No início do café, o ex-presidente fez questão de destacar que não é dono do tríplex no Guarujá (SP) nem do sítio em Atibaia (SP), imóveis cuja Lava Jato suspeita que seja patrimônio oculto do ex-presidente. Contudo, Lula não deu maiores detalhes sobre as propriedades, mas ressaltou que já prestou todos os esclarecimentos à Justiça.

Participaram do encontro senadores do PMDB, do PT, do PP, do PDT e do PCdoB, todos integrantes da base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff. O Senado é a Casa Legislativa que, proporcionalmente, tem mais parlamentares investigados na operação: 13 dos 81 senadores são alvos de inquéritos no Supremo Tribunal Federal, inclusive Renan Calheiros.

Após a explanação inicial, Lula e os senadores começaram a conversar sobre a preocupação com a economia brasileira. Presente ao encontro, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que não foi discutida na reunião suposta nomeação de Lula para algum ministério do governo, o que daria ao ex-presidente a prerrogativa de ser investigado apenas pelo Supremo.

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