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Protesto em defesa da força-tarefa que investiga desvios da Petrobras será na noite desta sexta-feira, na Av. Paulista

Boneco do Pixuleco, que ironiza o ex-presidente como presidiário, em protesto em Congonhas
Renato S. Cerqueira/Futura Press - 4.3.16
Boneco do Pixuleco, que ironiza o ex-presidente como presidiário, em protesto em Congonhas

A Operação Aletheia, que pela primeira vez mira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro das investigações sobre desvios da Petrobras, levou um dos grupos que protagonizam atos contra Dilma Rousseff a marcar ato em defesa da Lava Jato, nesta sexta-feira (4). A manifestação ocorrerá, a princípio, apenas na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, a partir das 19h, com concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

O ato é promovido pelo Movimento Brasil Livre, grupo que, ao lado do Vem Pra Rua, se tornou o principal protagonista dos atos anti-PT, que ganharam força a partir de março passado. Ambos também são os responsáveis por promover o primeiro protesto pelo impeachment da presidente em 2016, marcado para o próximo dia 13, em todas as capitais brasileiras. 

O protesto em defesa da operação que envolve Justiça, Ministério Público e Polícia Federal será mais um dos diversos que ocorreram ao longo do dia desde que começaram a ser noticiadas as primeiras informações da condução coercitiva do ex-presidente Lula.

Em São Bernardo do Campo, manifestantes anti e pró-Partido dos Trabalhadores se reuniram em frente ao luxuoso edifício onde Lula vive para protestar sobre a ação. No Aeroporto de Congonhas, onde o ex-presidente teria sido levado para prestar depoimento, centenas de pessoas lotaram o saguão do local também para gritar contra e a favor do petista. O mesmo ocorreu em frente ao Instituto Lula, na zona sul paulistana. Houve confronto entre manifestantes.

A Operação Aletheia cumpriu mandados nos endereços do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Fabio Luiz Lula da Silva, seu filho. O Instituto Lula confirmou a presença de agentes em sua sede, bem como a condução coercitiva ao presidente da entidade, Paulo Okamoto.

O nome da operação é uma referência a uma expressão grega que significa "busca da verdade". Cerca de 200 policiais federais e 30 auditores da Receita forama às ruas para cumprir 44 ordens judiciais, entre elas 33 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

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