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Senador, que poderia sair apenas para trabalhar, nem chegou a retornar à Casa legislativa, pois apresentou pedido de licença

Senador Delcídio do Amaral ficou preso por quase 90 dias e foi solto em 18 de fevereiro
Charles Sholl/Futura Press - 09.07.15
Senador Delcídio do Amaral ficou preso por quase 90 dias e foi solto em 18 de fevereiro

Delcídio do Amaral (PT-MS) apresentou novo pedido de afastamento por licença médica à Mesa Diretora do Senado. O senador, que já está afastado para fazer exames, pediu mais 15 dias, contados a partir de terça-feira (8), quando venceria a licença atual.

O parlamentar ficou preso quase 90 dias e foi solto em 18 de fevereiro, sob condição de fazer recolhimento domiciliar, podendo sair de casa apenas para trabalhar no Senado. Delcídio nem chegou a retornar à Casa legislativa, porque apresentou o pedido de licença médica logo em seguida.

Agora, a expectativa é que Delcídio do Amaral retorne ao Senado a partir de 23 de março. Enquanto isso, corre contra ele o processo de análise de uma representação no Conselho de Ética da Casa, que pode resultar na abertura de processo de cassação de seu mandato.

Nesta sexta-feira (4), após tomar conhecimento de notícias de que o senador teria fechado acordo de delação premiada com a justiça, o advogado Gilson Dipp, que era um dos responsáveis pela defesa de Delcídio no conselho, deixou a causa.

Delcídio do Amaral foi preso sob acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. O senador ofereceu R$ 50 mil por mês e um plano de fuga para que o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, não fechasse acordo de colaboração com o Ministério Público. O filho de Cerveró gravou a conversa e entregou o áudio à Justiça, o que resultou na prisão em flagrante do senador.

Segundo reportagem veiculada na quinta-feira (3) pela revista "IstoÉ", Delcídio teria dito em delação que tomou a iniciativa a pedido do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

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