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Documento da defesa de João Santana afirma que marqueteiro só soube de pedido de sua prisão temporária pela imprensa

João Santana (à esquerda de Lula) em evento às vésperas do início das campanhas de 2014
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula - 5.3.14
João Santana (à esquerda de Lula) em evento às vésperas do início das campanhas de 2014

Na República Dominicana trabalhando na campanha eleitoral de Danilo Medina, que é candidato à reeleição para presidente no país, o marqueteiro João Santana embarca em um avião para o Brasil ainda nesta segunda-feira (22) para se entregar à Polícia Federal. Ele é o principal nome envolvido na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé. 

Marqueteiro das campanhas que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff à Presidência da República, respectivamente, em 2006, 2010 e 2014, Santana é acusado de receber US$ 3 milhões em propina de uma offshore comandada pela Odebrecht. Documentos obtidos pela investigação mostram que o dinheiro foi enviado a uma conta secreta do marqueteiro na Suíça.

De acordo com Fábio Tofic Simanto, Débora Gonçalves Perezos e Maria Jamile José, advogados de João e de sua mulher, Mônica Regina Cunha Moura, seus clientes tomaram conhecimento dos pedidos de prisão temporária por meio da imprensa. 

"[Eles] já agendaram seu imediato retorno ao Brasil, movimento que deve ocorrer nas próximas horas", diz documento enviado ao juiz federal Sérgio Moro, que autorizou o pedido de prisão. "Mesmo sem ter a informação oficial sobre a existência ou não de mandados de prisão, informam que, tão logo realizado o desembarque, apresentar-se-ão, imediatamente, às autoridades responsáveis pela investigação."

Por fim, o texto pede que as autoridades tomem medidas para que o desembarque de Santana não se transforme em "um odioso espetáculo público".

Veja os políticos que são alvo de investigação na Operação Lava Jato: