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José Carlos Bumlai é acusado de usar contratos firmados com a Petrobras para quitar empréstimos e desviar dinheiro ao PT

Agência Brasil

José Carlos Bumlai durante depoimento em CPI na Câmara, em dezembro do ano passado
Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados - 1.12.15
José Carlos Bumlai durante depoimento em CPI na Câmara, em dezembro do ano passado

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou pedido de liberdade ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, denunciado na Operação Passe Livre, durante a 21ª fase da Lava Jato, deflagrada em novembro do ano passado. Ele está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

De acordo com a acusação, Bumlai usou contratos firmados com a Petrobras para quitar empréstimos com o Banco Schahin. Além disso, depoimentos de investigados que assinaram acordos de delação premiada revelam que o empréstimo de R$ 12 milhões se destinava ao PT e foi pago mediante a contratação da Construtora Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em 2009.

Os advogados de Bumlai alegam que não há motivos para que o empresário continue preso, justificando que ele confessou em depoimento à PF que o empréstimo tinha por real destinatário o PT e que a quitação foi fraudulenta.

A Schahin diz que o modelo de contratação dos navios-sonda foi o mesmo praticado pela Petrobras com todas as concorrentes que prestaram o mesmo serviço. Desde o surgimento das primeiras denúncias, o PT sustenta que todas as doações obtidas pelo partido foram feitas de forma legal e declaradas às autoridades.

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