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Matheus Sathler Garcia afirmou que iria "arrancar a cabeça" da presidente "com a foice e o martelo" no Dia da Independência

Matheus Sathler Garcia em ato recente contra a presidente da República, na capital federal
Reprodução Facebook
Matheus Sathler Garcia em ato recente contra a presidente da República, na capital federal

A Polícia Federal indiciou o advogado Matheus Sathler Garcia por ter incitado a violência ao ameaçar de morte a presidente Dilma Rousseff. A informação foi divulgada pelo diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e confirmada ao iG pela corporação.

Rejeitado nas urnas nas eleições passadas, quando foi candidato a deputado federal pelo PSDB de Brasília, Garcia afirmou em vídeo, divulgado em agosto, que iria “arrancar a cabeça” da presidente “com a foice e o martelo” em 7 de setembro, data das celebrações do Dia da Independência no País.

Assista ao vídeo das ameaças de Sather a Dilma:

Após a divulgação do vídeo, o PT anunciou seu repúdio às declarações e o Ministério Público pediu à Justiça que barrasse a presença do advogado no protesto contra Dilma que seria realizado na data na capital federal – aquele cujo destaque foi a primeira aparição do boneco inflável de Lula como presidiário, batizado de "Pixuleco". 

Além das ameaças, o advogado relatou fatos e palavras de ordem das manifestações nas ruas, citando o foro São Paulo, dizendo que o País vive uma ditadura cubana e que a presidente é terrorista. Por fim, ele pediu: “Que Deus traga paz a nossa nação”.

A Ordem dos Advogados do Brasil - Distrito Federal (OAB-DF) informa que há dois processos disciplinares contra Sathler Garcia, mas, por correrem em segredo de Justiça, não pode detalhar o teor. Um deles foi movido pela Comissão Especial da Diversidade Sexual da entidade contra a propaganda do "kit macho", na qual o advogado se identificava como "o candidato do kit macho", com "cartilhas que ensinarão aos meninos a gostar somente de mulher".

O iG tentou contatar Sathler em seu telefone celular, mas o número estava desligado ao longo de todo o final da tarde desta sexta-feira. Cabe ao Ministério Público Federal decidir se o advogado será denunciado à Justiça ou não. 

Se condenado pela incitação à violência, prevista no artigo 268 do Código Penal Brasileiro, Sathler pode pegar entre três e seis meses de reclusão, além de multa. 

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