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Denominada 'Nessun Dorma', fase foca em propinas que teriam sido pagas envolvendo a diretoria internacional da Petrobras

A Polícia Federal deu início, na manhã desta segunda-feira (21), à 19ª fase da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras. Um dos donos da Engevix, José Antunes Sobrinho, foi preso preventivamente em sua casa, em Florianópolis, sob a suspeita de ter pago propinas sobre contratos da empreiteira com a Eletronuclear.

De acordo com a Polícia Federal, em coletiva de imprensa realizada durante a manhã, Sobrinho realizou pagamentos indevidos relacionados à obra da usina nuclear Angra 3 e teve contato com uma testemunha das irregularidades para que ela alterasse seu depoimento à Justiça. O órgão afirma ter provas contundentes de transferências bancárias. 

Ao todo, são 11 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva, um de prisão temporária, sete de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, quando o suspeito é levado para prestar depoimento.

Os mandados são cumpridos por 35 policiais federais, em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. O órgão ainda não havia divulgado o nome do outro acusado que teve a prisão, temporária, decretada, mas afirma que se trata de um dos maiores operadores financeiros do País. A informação deve ser anunciada no momento em que ele for preso – o que não havia ocorrido até a manhã desta segunda-feira. 

A nova fase, denominada 'Nessun Dorma' (que significa ninguém dorme  em italiano), foca em propinas que teriam sido pagas envolvendo a diretoria internacional da Petrobras, especificamente relacionados à Eletronuclear e à construção da usina de Angra 3, no litoral do Rio de Janeiro.

A prisão temporária é fruto da continuidade das investigações da 15ª fase da Lava Jato – Conexão Mônaco – e de empreiteiras já investigadas anteriormente pela Polícia Federal por intermediação de pagamentos indevidos a agentes públicos e políticos no exterior dentro de contratos da diretoria internacional da Petrobras.  

Já os mandatos de busca e prisão preventiva são relacionados à 16ª e à 17ª fase da operação, respectivamente, operação Radioatividade e Pixuleco, também por pagamentos de vantagens a agentes públicos previamente investigados nessas fases. 

Os presos serão transferidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR.

Veja quem são os políticos envolvidos na Operação Lava Jato:


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