Tamanho do texto

Publicitário Ricardo Hoffmann, preso na Lava Jato, disse que vai exercer o direito de permanecer em silêncio

O publicitário Ricardo Hoffmann, o primeiro depoente do dia na reunião da CPI da Petrobras em Curitiba (PR), disse que vai exercer o direito de ficar calado e não responder as perguntas. “Com todo respeito, vou exercer meu direito de ficar em silêncio”, disse, após pergunta do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). “Diante disso, não vou fazer mais perguntas porque ele não vai colaborar com a CPI”, afirmou o relator.

Em Curitiba, publicitário fica calado em depoimento na CPI da Petrobras
Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Em Curitiba, publicitário fica calado em depoimento na CPI da Petrobras

Os deputados da CPI continuam a fazer perguntas, às quais o depoente responde com a mesma negativa. O publicitário é acusado de intermediar contratos fraudulentos de publicidade com o Ministério da Saúde, com a ajuda do ex-deputado federal André Vargas (eleito pelo PT). Os dois foram presos na Operação Lava Jato.

Segundo a denúncia, a agência Borghi/Lowe, que tinhas as contas publicitárias de entidades públicas como a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde, teria contratado serviços das empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes. Essas empresas, que não estão envolvidas, eram orientadas a realizar pagamentos de comissões de bônus de volume nas contas das empresas Limiar e LSI, controladas por André Vargas e o irmão dele, Leon Vargas. A comissão, segundo a Polícia Federal, era de 10% do contrato com as produtoras.