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Enquanto Álvaro Dias diz que oposição deve se unir contra presidente se houver prova de corrupção em seu governo, petista afirma que nada ainda justifica saída da presidente

O senador tucano Álvaro Dias (PR) voltou a atacar a presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (29), mesmo dia em que a chefe do poder Executivo nacional afirmou, recordando dos tempos em que ficou presa na ditadura militar do País, não respeitar delatores. 

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Em entrevista a jornalistas, o tucano voltou a tocar no tema do impeachment, afirmando que, se necessário, a presidente deverá deixar o cargo. "Se houver comprovação cabal e definitiva de que esses recursos são da corrupção, é preciso pensar, sim, na hipótese do impeachment", disse Dias.

Dilma no Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma no Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil

"A lei determina e é dever da oposição. Mas não pode ser, obviamente, uma decisão pessoal, não pode ser uma opinião pessoal. Deve haver uma decisão conjunta de toda a oposição."

Em entrevista a jornalistas, horas antes, a presidente Dilma Rousseff desmereceu a delação premiada do empresário Fernando Pessoa, presidente da UTC, que afirma ter repassado dinheiro ilegal à sua campanha à presidência. 

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O senador petista Humberto Costa saiu em defesa de Dilma. "Não vejo nada que justifique o impeachment da presidente da República", disse ele. "Mesmo a delação premiada, se fosse verdadeira, não implicaria ali questionamento sobre o mandato. Acho que a oposição continua querendo se antecipar aos fatos, aprofundar o desgaste do governo e levar isso até as últimas consequências."

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