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O ministro da Casa Civil foi citado pelo empresário Ricardo Pessoa, em depoimento à Operação Lava Jato, que investiga suposto esquema de corrupção instalado na Petrobras

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse neste sábado (27) que os vazamentos, considerados seletivos pelo governo, indicam que o terceiro turno das eleições não terminou e que, como em outros momentos, o governo tem como provar a legalidade das doações recebidas pela campanha da presidente Dilma Rousseff.

Mercadante iria aos EUA com a presidente Dilma Rousseff,  no entanto, acabou ficando para acompanhar as votações importantes no Congresso, além de esclarecer as suspeitas
Allan Sampaio/iG Brasília
Mercadante iria aos EUA com a presidente Dilma Rousseff, no entanto, acabou ficando para acompanhar as votações importantes no Congresso, além de esclarecer as suspeitas


"Nesse episódio de investigação que atinge vários partidos e políticos do País há ênfase no ataque ao PT e ao partido do governo. Uma parte é luta política, e os problemas graves que ocorreram, as pessoas que estão envolvidas, de vários partidos, mas é evidente que há uma elite focada numa disputa que não parou desde o fim das eleições", declarou Mercadante.

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O ministro lembrou as ações da oposição ao contestar as contas da campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral. “Todas as vezes o governo demonstrou lisura, transparência”, disse.

Mercadante não participou da primeira entrevista dada neste sábado pelo governo para prestar esclarecimentos, no entanto, ao perceber que sua ausência foi sentida, decidiu também falar.

Ele ainda argumentou que não há base jurídica para que os vazamentos possam provocar uma nova onda de pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff e que o governo. “Em relação a essa agenda [do impeachment] não há base jurídica e não haverá neste episódio, como já aconteceu.”

O ministro ainda ressaltou que não houve, por parte do delator Ricardo Pessoa, da empresa UTC, nenhuma acusação contra as campanhas, tanto a da presidente Dilma Rousseff no ano passado, quanto a dele, em 2010 de doações ilegais. “Não há nenhuma afirmação de que tivemos recursos ilegais na campanha presidencial. Em relação a minha campanha, ele disse que teria contribuído com R$ 500 mil, metade como caixa um e a outra metade não teriam sido contabilizados." Em seguida, o ministro explicou as declarações à Justiça eleitoral de sua campanha, que indicam o depósito de R$ 250 mil da UTC e mais R$ 250 mil da Constran – empresa da holding UTC, como doadora de mais R$ 250 mil.

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Mercadante disse que iria viajar para os Estados Unidos com a presidente Dilma Rousseff,  mas acabou ficando para acompanhar as votações importantes no Congresso, além de prestar esclarecimentos sobre as suspeitas. “Eu queria estar aqui. Eu quero explicar quantas vezes forem necessárias que não há ilegalidade. Quem não deve, não teme”, disse o ministro.

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