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Além da defesa de famosos, Maurício Ramos Thomaz também não costuma ser polido e formal nos pedidos que escreve

Ex-presidente Lula participa da campanha de lançamento de arrecadação do PT, em Salvador
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Ex-presidente Lula participa da campanha de lançamento de arrecadação do PT, em Salvador

O consultor Maurício Ramos Thomaz, que ficou conhecido nesta quinta (25) por ser o impetrante do pedido de habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Lula, não é novato nesse tipo de ação. 

Antes de protocolar nesta quarta (24) pedido que tinha por objetivo impedir uma “coação ilegal” de Lula, Thomaz já havia feito outros pedidos inusitados. Em 2010, o consultor entrou com pedido de habeas corpus em favor do jornalista Diogo Mainardi, à época colunista da revista 'Veja' e que estava sendo processado pelo também jornalista Paulo Henrique Amorim, por supostos crimes de injúria e difamação. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou.

Entenda o caso: Justiça nega habeas corpus preventivo em favor de Lula

Quase dez anos antes, em 2001, Thomaz havia proposto um habeas corpus em favor de Maria da Glória Bairão dos Santos, mulher do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, e que era denunciada pelo Ministério Público pelos crimes de estelionato e peculato. Na petição, escrita à mão, Thomaz escreveu que 'aproveitar-se dos bens obtidos ilegalmente pelo marido não torna a paciente co-autora nem partícipe dos supostos crimes do marido. Pressionar o marido para que o mesmo adquirisse bens materiais, tampouco'. "A maioria das esposas age assim."

Afrontas e palavrões

Além da defesa de famosos, Thomaz também não costuma ser polido e formal nos pedidos que escreve. No que veio à tona nesta quinta (25), o magistrado que negou o habeas corpus disse que a petição será enviada ao Ministério Público Federal “para adoção de providências cabíveis”, tendo em vista que o autor usou linguagem “imprópria, vulgar e chula, inclusive ofendendo a honra de várias pessoas nominadas na inicial”.

Thomaz refere-se ao juiz Sérgio Moro com expressões como “hitleriano”, definindo o magistrado como “moralmente deficiente”. Refere ainda que Moro teria “fraudado a sentença de Nestor Cerveró”.

Num texto publicado em 2001, o ministro Nelson Jobim, do STF, diz que a linguagem utilizada pelo Thomaz é inaceitável. "Ele emprega expressão chula e ofensiva à reputação do Juiz. Está na Inicial: ' ... o Juiz filho da puta...'” 


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