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O nome escolhido pela presidente é de Paulo Guilherme Cabral, que encabeçou manifesto de apoio à presidente durante a campanha na eleições de 2014

Dilma no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar no Palácio do Planalto; à esquerda da presidente, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar no Palácio do Planalto; à esquerda da presidente, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias

Em mais uma “agenda positiva”, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira (22), R$ 28,9 bilhões em créditos para agricultores familiares dentro do Plano Safra da Agricultura Familiar.

A presidente aproveitou a cerimônia para anunciar o engenheiro agrônomo Paulo Guilherme Francisco Cabral para presidência da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), órgão criado em maio do ano passado que, no entanto, ainda estava sem comando.

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Para assumir o cargo, Cabral deixa a Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

No ano passado, em plena campanha, Cabral encabeçou um manifesto em apoio à reeleição da presidente, documento assinado por 357 engenheiros agrônomos, que destacava os esforços dos governos petistas para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram e trabalham no campo.

O valor anunciado para os anos de 2015 e 1016 supera em 20% o do plano anterior, quando o governo tornou disponível em crédito R$ 24,1 bilhões. 

Durante a cerimônia, Dilma precisou explicar os esforços do governo em relação aos juros dos empréstimos, considerados altos pelos agricultores. Os juros variam de 0,5% a 5,5% para agricultores familiares de baixa renda. Para regiões de semiárido, os juros variam de 0,5% a 4,5%. As taxas para médios produtores familiares é de 7,75% para custeio e 7,5% para investimento.

“Nós nos esforçamos bastante, tanto no que se refere ao volume de investimentos, mas também às taxas de juros. As taxas de juros, aliás, para todas as linhas de crédito do Pronaf, permanecem bem inferiores à inflação. Nós reafirmamos nosso apoio diferenciado aos produtores do semiárido, algo que nós começamos a fazer, algo que começamos a fazer em meu primeiro mandato, com taxas de juros que de fato reconhecem as dificuldades dos agricultores, de conviver com a seca no Brasil”, disse a presidente.

Dilma também enfatizou o esforço do governo em oferecer este volume de crédito em meio a um ajuste fiscal. “Momentos de transformação e de superação de desafios colocam diante dos governos escolhas muito complexas. Nestes momentos, nós somos instados a estabelecer, de forma inequívoca, nossas prioridades. A alocar recursos em favor daquilo que é mais decisivo para o desenvolvimento que queremos no nosso país”, disse Dilma.

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