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Todos os 12 detidos serão levados para o IML de Curitiba, no Paraná; do total, quatro foram presos em caráter temporário

Todos os 12 detidos na 14ª fase da Operação Lava Jato, chamada de "Erga Omnes" - termo jurídico para “decisão valerá para todos” – serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba para se submeterem ao exame de corpo de delito neste sábado (20).

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Polícia Federal durante a 11a fase da Operação Lava Jato chamada de 'A Origem' no Paraná (abril/2015)
Polícia Federal de Curitiba
Polícia Federal durante a 11a fase da Operação Lava Jato chamada de 'A Origem' no Paraná (abril/2015)

De acordo com a Polícia Federal (PF), os procedimentos serão realizados na manhã deste sábado. Do total de presos, quatro estão em caráter temporário e os demais em caráter preventivo. A operação ainda cumpriu 38 mandados de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.

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Prisões

Na manhã de sexta (19), o presidente da construtora Norberto Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, foram presos em suas casas em São Paulo pela PF. As empresas são suspeitas de corrupção e cartel.

Nesta nova etapa serão cumpridos 59 mandados judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Desde a madrugada desta sexta, 38 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, nove de condução coercitiva, oito de prisão preventiva e quatro de prisão temporária nos quatro Estados.  

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De acordo com nota da PF, cerca de 220 policiais federais trabalham na operação. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal. Às 10h, os detalhes da operação serão divulgados em coletiva no auditório da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

A Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 17 de março de 2014, desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas que movimentou algumas centenas de milhões de reais.

As investigações indicam a existência de um grupo brasileiro especializado no mercado ilegal de câmbio. No centro das investigações, estão funcionários do primeiro escalão da Petrobras, a maior empresa estatal do Brasil.

"Eles sabiam de tudo"

De acordo com a PF, as empreiteiras Otávio Odebrecht e Andrade Gutierrez usavam um esquema "mais sofisticado" de pagamento de propina a agentes públicos e políticos por meio de contas no exterior, o que exigiu maior aprofundamento das investigações antes do pedido de prisão dos diretores das empresas.

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Há também provas de que os presidentes das empresas participaram de negociações. Eles "tinham pleno domínio de tudo. Há indícios bem concretos de que essas pessoas que estão à frente das empresas não só tinha o domínio de tudo que acontecia nas empresas de uma forma geral, mas que em algum momento tiveram contato ou participaram de atos que levaram a formação de cartel, favorecimento de licitações e mesmo a destinação de recursos para pagamento de corrupção", disse o delegado Igor Romário de Paula à imprensa, em Curitiba.

*Com Agência Brasil

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