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Mais de 20 parlamentares da Itália pedem sua permanência no país. Segundo eles, não há garantia de tratamento digno

Já são mais de 20 os parlamentares italianos que se juntaram ao movimento iniciado pelos senadores Cecilia Guerra e Luigi Manconi para tentar evitar a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de cadeia no processo do mensalão.

A maioria esmagadora do grupo é formada por senadores do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), o mesmo do premier Matteo Renzi e do ministro da Justiça Andrea Orlando, a quem eles apelam para revogar a expulsão do brasileiro.

O movimento em defesa de Pizzolato foi lançado na última terça-feira (16), em uma coletiva de imprensa de Guerra e Manconi. Este último é presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado da Itália e alega que a condição das prisões no Brasil é "desumana".

Segundo ele, não há garantias de que o ex-diretor do BB terá um tratamento digno nas penitenciárias de seu país se for extraditado. Orlando já havia autorizado a expulsão, mas o processo foi interrompido graças a um recurso do mensaleiro ao Conselho de Estado, principal instância da Justiça administrativa italiana.

O órgão, que é a última chance que Pizzolato tem de se livrar de voltar ao Brasil, dará seu veredicto sobre o caso no próximo dia 23 de junho. O ex-diretor do BB foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato.

Após a sentença, ele fugiu para a Itália, onde foi preso por portar documentos falsos. Desde fevereiro de 2014, Brasília tenta extraditá-lo para que cumpra pena no país.

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