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Presidente aproveitou cerimônia sobre empreendedorismo para marcar posição contrária à redução da maioridade penal

Enquanto as centrais sindicais fazem uma vigília em frente ao Palácio do Planalto, em apelo para que a presidente Dilma Rousseff não vete o fim do fator previdenciário, aprovado pelo Congresso em meio às medidas fiscais, dentro do prédio, com as persianas fechadas, a presidente Dilma Rousseff realiza mais uma "agenda positiva" do governo.

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Dilma Rousseff cumprimenta Delci Lutz durante evento sobre empreendedorismo em Brasília
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff cumprimenta Delci Lutz durante evento sobre empreendedorismo em Brasília

A cerimônia comemora a marca de cinco milhões de microempreendedores individuais (MEI), programa de formalização com foco nas classes mais baixas, tocado pela Secretaria de Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, sob o comando do ministro Guilherme Afif Domingos.

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A cerimônia também serviu para que presidente marcasse sua posição contrária à redução da maioridade penal, proposta cujo relatório final deverá ser votado nesta quarta-feira (17) pela comissão especial que analisa a matéria na Câmara dos Deputados.

Como alternativa aos jovens, Dilma prometeu lançar no prazo de um mês o programa jovem aprendiz para os “meis”. “Acredito que este programa oferece o caminho da prevenção. Ele cria o passaporte para os jovens façam a trajetória, não ao rumo do sistema carcerário, mas rumo ao mundo do trabalho e das oportunidades”, disse a presidente em seu discurso.

“Nós teremos de fato de prevenir a atuação do jovem, como só tendo com alternativa a violência ou muitas vezes sendo levados pelos adultos a cometer crimes”, destacou Dilma.

Dilma ainda aproveitou para falar sobre o ajuste fiscal e pedir apoio para a aprovação das medidas no Congresso. “Estamos finalizando nossa proposta de ajuste para que não tenhamos aquele medo de crescer”, disse a presidente.

Antes, o ministro Afif aproveitou para criticar a iniciativa que reduz a maioridade penal. “Eu acredito que mais do que reduzirmos a mais que reduzirmos a maioridade penal, é muito melhor darmos condições aos jovens de não entrar no mundo do crime e sim no mundo do trabalho”, disse o ministro.

O ministro apontou ainda que dos mais de cinco milhões de novos empreendedores que o governo comemora hoje, 500 mil pessoas são cadastradas pelo programa de distribuição de renda Bolsa Família e a maior parte destas pessoas procurou o programa de qualificação Pronatec para aperfeiçoar seus pequenos negócios.

Dados do governo apontam que destes empreendedores, 52% são homens e 48% mulheres. A Maioria dos formalizados está concentrada em três faixas etárias: 31 a 40 anos (32%), 41 a 50 anos (24%) e 21 a 30 anos (25,5%). Os demais, de acordo com o governo, este abaixo de 21 anos (1,2%), 51 a 60 anos (14%), 61 a 70 (3,8%) e acima de 70 anos (0,7%).

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