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Walter Pinheiro e Paulo Paim fazem apelo à presidente para que não derrube artigo que criou alternativa à aposentadorias e prometem liderar articulação para derrubada do veto

A falta de interlocução da presidente Dilma Rousseff com senadores do PT chegou ao limite para uma parte da bancada do partido. Os senadores Walter Pinheiro (PT-BA) e Paulo Paim (PT-RS) acusam a presidente de não querer dialogar sobre o veto ao artigo da Medida Provisória 664/14 que trata do fim do fator previdenciário e promete liderar um movimento no Congresso para derrubar o veto da presidente. Ambos sugeriram que Dilma não vete o artigo e que o diálogo sobre a sustentabilidade de previdência seja feito posteriormente, de forma mais ampla.

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“Se a presidente vetar faremos um movimento aqui na Casa pela derrubada do veto”, disse Pinheiro. “Por que esse debate não foi feito antes da votação na Câmara?”, questionou Pinheiro. “Esse que é o problema, essa falta de interlocução, de apresentação de algo. É difícil”, criticou o petista, que acusou a presidente de sequer querer recebê-los para tratar do tema. “Meu amigo, estamos tentando desde que a medida provisória foi editada. Apresentamos emenda. Não é falta de procura”, declarou o petista.

“Eu cansei”, criticou Paim, que afirmou que quando o texto foi votado havia a promessa daqueles que apoiaram a medida em se articular para derrubar o veto caso a presidente optasse por esse caminho. “É com essa coerência que estamos aqui”, resumiu ele. Ambos afirmaram não ter qualquer receio de pressões vindas do Planalto ou do PT contra a iniciativa deles. “Quem não vota como a sua consciência com medo do Executivo tem de abandonar a vida pública”, disse Paim. “Aqui não tem senador covarde”, completou ele.

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Em meio à queixa dos petistas de falta de interlocução com a presidente, Dilma deverá promover um jantar com líderes para tratar do assunto. Não está claro se o encontro será aberto a outros parlamentares que não sejam líderes. “Se quiser conversar, a proposta nossa é: deixa a matéria como está e abre uma seara de conversa para discutirmos de forma responsável. Inclusive o modelo de previdência, não só aposentadoria”, disse Pinheiro.

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