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Ministro Edinho Silva disse que o texto aprovado pelo Congresso não impacta o governo de Dilma

O governo adotou o discurso da responsabilidade com o futuro da Previdência para justificar o veto que a presidente Dilma Rousseff  pretende fazer ao texto aprovado pelo Congresso que acaba com o fator previdenciário. A decisão da presidente terá de ocorrer até a próxima quarta-feira (17), quando vence o prazo de 15 dias uteis após a aprovação da medida no Legislativo.

Edinho Silva:
Alesp
Edinho Silva: "Governo tem responsabilidade para que a Previdência seja sustentável"

O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Edinho Silva, após participar da reunião da coordenação política com a presidente, disse que o texto  não impacta o governo de Dilma, no entanto, compromete a sustentabilidade da Previdência para o futuro. “A posição da presidente Dilma é bastante responsável. Todos sabem que o texto que saiu do Congresso não tem impacto no governo da presidente Dilma”, justificou o ministro.

“Este é o espírito do governo, que tem responsabilidade não só com o período que governa, mas também com a sociedade brasileira. Um governo que tem responsabilidade para que a Previdência seja sustentável. A maior defesa que se possa fazer o sistema previdenciário é garantir sua sustentabilidade”, disse o ministro, que evitou adiantar a decisão a ser tomada pela presidente.

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Na parte da tarde, os ministros da Previdência, Carlos Gabas, e da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, se reunirão com representantes das centrais sindicais para tentar convencer os sindicalistas a apoiarem as alternativas que estão sendo desenhadas ao fim do fator.

A expectativa é de um diálogo duro na reunião já que os representantes das centrais têm expressado intenção de não aceitar as propostas do governo. O governo pretende apresentar um “diagnóstico” aos sindicalistas que já tem expressado intenção de não apoiar a presidente em caso de veto da medida.

Além disso, o clima acabou ficando mais difícil devido ao último Congresso do PT, realizado em Salvador, no último fim de semana. A parte sindical do partido, ligada à CUT, acabou vencida pelo campo majoritário do partido que conseguiu sepultar no documento final do partido, todas as críticas em relação ao governo.

Além da reunião com os sindicalistas, o governo fará ainda, antes de quarta-feira, uma reunião com lideranças do Congresso para tentar convencer deputados e senadores da necessidade do voto.

“Presidenta vai decidir sua posição em relação à sanção ou veto após o diálogo com as centrais sindicais e também a presidenta Dilma quer dialogar com as lideranças do Congresso Nacional”, informou Edinho Silva.

Também no Congresso, o ambiente é hostil. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) chegou a avisar, assim que a medida que prevê o fim do fator foi aprovada no Senado, que contava que Dilma não vetaria o artigo. Caso isso ocorra, a intenção de Renan é trabalhar para derrubar o veto no Congresso.

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