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Para ministro, o governo não poderá tomar decisões que comprometam a sustentabilidade da Previdência no futuro

O ministro da Previdência, Carlos Gabas, disse nesta segunda-feira (15) que a aprovação do fim do fator previdenciário pelo Congresso antecipa uma discussão sobre a Previdência Social de forma “insustentável”. Segundo ele, a se manter as regra atuais, e ainda com o fim do fator, o País terá, certamente, uma Previdência Social, totalmente inviável.

Ministro da Previdência, Carlos Gabas
Antonio Cruz/Agência Câmara
Ministro da Previdência, Carlos Gabas

“Em 2030, já não fecha (a conta)”, disse o ministro, após se reunir com representantes das centrais sindicais no Palácio do Planalto.

Na reunião, enquanto o governo apresentou um diagnóstico nada otimista sobre as perspectivas para o futuro, os sindicalistas fizeram um apelo para que a presidente não vete a medida que acaba com o fator previdenciário, decisão que terá que ser tomada até a próxima quarta-feira (17) quando vence o prazo de 15 dias uteis após a aprovação da medida pelo Legislativo.

A intenção do governo é de vetar a regra e discutir as mudanças no fórum criado, por decreto da presidente, para debater, entre outros temas, a sustentabilidade da Previdência. “A aprovação da emenda antecipa uma discussão de uma forma insustentável porque ela não abrange todo conteúdo. Não era este o caminho que discutimos em 2008. Isso foi lembrado pelas próprias centrais. O que queremos é uma discussão que tivesse um caráter definitivo”, disse Gabas.

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“A aprovação desta regra, por parte do Congresso, simplesmente agrava a situação da Previdência Social”, disse o ministro, que se dedicou a apresentar dados demográficos que indicam o aumento da população idosa brasileira.

“Temos um cenário de transição demográfica, isso não é novidade para ninguém. Todos nós sabemos que as pessoas estão vivendo mais, o que é muito bom. A nossa população está envelhecemos, é natural”, disse.

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