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Em reunião com ministros, representantes das centrais sindicais rejeitaram os pedidos de apoio do governo e pediram para que presidente Dilma Rousseff não vete o fim do fator

O governo não conseguiu convencer os sindicalistas sobre o possível veto em relação à regra que estabelece o fim do fator previdenciário. Em reunião com os ministros do governo, os sindicalistas apelaram para que a presidente Dilma Rousseff não vete a medida aprovada há duas semanas no Congresso. “Se ela vetar, com certeza nós vamos para o Congresso para tentar derrubar o veto”, disse Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

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Após ouvir as explanações dos ministros, os sindicalistas preparam uma vigília na frente do Palácio do Planalto, até quarta-feira (17), prazo máximo para a manifestação da presidente, com o objetivo de “amolecer o coração” de Dilma para que mantenha a proposta aprovada pelo Congresso.

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O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse que o fim do fator foi a “única notícia boa” deste ano para os trabalhadores e citou as medidas do pacote fiscal. Além disso, Freitas considerou que o fim do fator não é uma reinvindicação de todas as centrais, independente das filiações partidárias.

“A proposta não é da CUT ou da Força, nós temos o entendimento de seis centrais em relação a isso“, disse Freitas, que lembrou que a luta pelo fim do fator teve início em 2007, ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aceitou arrumar uma alternativa. “O que mudou de lá pra cá? Houve mudança de posição?”, questionou.

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