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Presidente acrescentou que a economia europeia ainda está se recuperando e disse que isso impactou a situação econômica

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira, em Bruxelas, que a crise de 2008 foi mesmo uma marolinha, ecoando frase da época do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas agregou que o processo virou uma "onda".

"Para nós, naquele momento, foi (uma marolinha), mas depois a marola se acumula e vira uma onda", afirmou a presidente, após participar da cúpula Celac-União Europeia.

"Mas sabe por quê? Porque o mar não serenou", disse.

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Dilma e o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
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Dilma explicou que o mar serenar significaria a economia americana ter se recuperado mais rapidamente. Ela acrescentou que a economia europeia ainda está se recuperando e disse que isso impactou a situação econômica do Brasil.

"A economia internacional, em crise desde 2008, até hoje não se recuperou. Ela está andando de lado", afirmou. "Todos os países quando sofrem consequências de uma crise da proporção dessa têm de fazer seus ajustes."

Inflação

A presidente afirmou que os índices de inflação "preocupam muito", mas acrescentou que o país está tomando as medidas necessárias para combater o aumento de preços.

Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou que a inflação nos últimos 12 meses chegou a 8,47%, o maior crescimento desde dezembro de 2003.

Dilma recomendou que a população não pare de consumir e atribuiu a alta da inflação à seca, que eleva o preço dos alimentos, e à desvalorização do real frente ao dólar.

"Esse ajuste não fomos nós que provocamos. Nós sofremos os efeitos dele. Esse ajuste é passado para o preço."

A presidente acrescentou também que uma alteração na taxa básica de juros nos Estados Unidos pode influenciar os preços no Brasil – mas afirmou que o país está "extremamente preparado" para o processo.

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