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O vice comparou as ações do ministro da Fazenda com o sacrifício de Jesus Cristo, ao comentar as medidas defendidas pelo governo de ajuste fiscal; Dilma disse em entrevista que Levy não deveria ser tratado como Judas

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse nesta segunda-feira (8) que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deveria ser tratado como “Jesus Cristo” devido aos sacrifícios que tem feito ao propor as medidas de ajuste fiscal. Temer repercutiu as palavras da presidente Dilma Rousseff, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", na qual ela diz que Levy não poderia ser tratado como “Judas”.

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“Ele tem de ser tratado como Cristo, que sofreu muito, foi crucificado, mas teve uma vitória extraordinária e que deixou um exemplo magnífico e extraordinário para todo o mundo”, disse Temer. “O ajuste fiscal que o Levy está levando adiante vai representar isso. Em um primeiro momento, parece uma coisa difícil, complicada, mas que vai dar os melhores resultados. Menos Judas e muito mais Cristo”, disse o vice-presidente.

Temer fez a defesa do ministro Levy nesta segunda-feira (8)
Murilo Constantino/iG - 17.4.15
Temer fez a defesa do ministro Levy nesta segunda-feira (8)

O governo espera vencer o mais rápido possível a fase de votação das medidas provisórias do ajuste fiscal. A pauta é avaliada como “negativa” para a imagem do governo, do ministro e da presidente, que tenta contrapor a crise com uma agenda de lançamentos de programas e investimentos.

Além do desgaste com o arrocho fiscal, o ministro Levy também é alvo de críticas do PT. A maioria do partido está contrariada com a condução da política econômica e tem feito críticas públicas ao governo e à presidente.

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