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O empresário Júlio Faerman conseguiu assegurar no Supremo Tribunal Federal o direito de ficar em silêncio no depoimento que prestará na terça-feira (9) na CPI da Petrobras

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, concedeu nesta segunda-feira (8) ao empresário Júlio Faerman, um dos investigados na Operação Lava Jato, o direito de ficar em silêncio no depoimento que prestará na terça-feira (9) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Com a decisão, Faerman também não poderá ser obrigado a assinar termo de compromisso para dizer a verdade e poderá ser assistido por seu advogado.

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De acordo com as investigações da Operação Lava Jato, Faerman atuava como representante da empresa holandesa SBM Offshore e intermediava o pagamento de propina a dirigentes e funcionários da Petrobras.

No mês passado, o presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), pediu à Polícia Federal e à Interpol a prisão preventiva de Faerman. O argumento de Motta para justificar o pedido é que as investigações indicam a participação de Faerman no esquema de “desvio de verbas públicas” e pagamento de propina.

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