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Depois de deflagrada a operação, a Schahin Engenharia perdeu os contratos e entrou na Justiça com pedido de recuperação

Carlos Eduardo Schahin, executivo do grupo
Wilson Dias/ Agência Brasil
Carlos Eduardo Schahin, executivo do grupo

O executivo Salin Toufic Schahin, do Grupo Schahin, disse à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que vai usar o direito de permanecer calado e não responder as perguntas dos deputados. “Por orientação dos meus advogados, vou ficar em silêncio”, disse. Diante disso, vários deputados já avisaram que vão apresentar requerimentos pedindo o aprofundamento das investigações sobre o grupo.

Os cinco executivos do grupo empresarial convocados para depor nesta quarta-feira (27) – Carlos Eduardo Schahin, Milton Toufic Schahin, Salin Toufic Schahin, Rubens Toufic Schahin e Pedro Schahin – obtiveram no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus que dá a eles o direito de não responder as perguntas, mesmo tendo sido convocados como testemunhas e não como acusados. Carlos Eduardo Schahin já foi dispensado depois de permanecer em silêncio diante de todos os questionamentos.

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A deputada Eliziene Gama (PPS-MA) quer uma busca para apreensão de documentos na sede da empresa. O deputado Altineu Côrtes (PR-RJ) quer o rastreamento das contas dos empresários no exterior.

A Schahin Engenharia, que faz parte do grupo, está entre as empresas citadas como participantes de cartel de empresas que atuavam na Petrobras. Ela arrendava cinco plataformas de perfuração para a estatal. Depois de deflagrada a Operação Lava Jato, a empresa perdeu os contratos e entrou na Justiça com pedido de recuperação.

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