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Por orientação dos advogados, acusados não responderam a qualquer pergunta do juiz Sérgio Moro. Magistrado decretou prazo para que investigados apresentem alegações finais

Cinco executivos da empreiteira OAS investigados na Operação Lava Jato ficaram em silêncio nesta sexta-feira (8), durante interrogatório conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba.

Sérgio Moro, juiz da Operação Lava Jato
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Sérgio Moro, juiz da Operação Lava Jato

Por orientação dos advogados, os acusados não responderam a qualquer pergunta do magistrado. Diante da situação, Moro decretou prazo de dez dias para que os investigados e o Ministério Público Federal (MPF) apresentem as alegações finais, última fase antes da sentença.

Na audiência estiveram presentes José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin, Mateus Coutinho e José Aldemário Filho – que, na semana passada, foram autorizados a cumprir prisão domiciliar, por decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) –, além de Fernando Augusto Stremel Andrade e João Alberto Lazzari.

De acordo com as investigações, todos os envolvidos são acusados de pagar propina para obter contratos com a Petrobras.

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Segundo o Código de Processo Penal (CPP), o investigado tem direito de permanecer calado, sem prejuízo da defesa, que, posteriormente, deverá ser feita por escrito.

Na semana que vem, a Justiça Federal em Curitiba deve tomar depoimentos dos investigados ligados à empreiteira Mendes Júnior, do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e do empresário Fernando Soares, conhecido com Fernando Baiano, acusado de intermediar pagamento de propina.


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