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Neste domingo (15), cerca de 20 mil pessoas foram às ruas do Rio de Janeiro em protesto contra a presidente Dilma Rousseff. Reivindicações, no entanto, são as mais variadas

A pensionista da Marinha Cristina Tross defende que a solução para o país é a intervenção militar
Nina Ramos/iG Rio de Janeiro
A pensionista da Marinha Cristina Tross defende que a solução para o país é a intervenção militar

Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 20 mil pessoas foram às ruas do Rio de Janeiro, neste domingo (15), em manifestação contra o governo da presidente Rousseff. Organizado pelos grupos Vem Pra Rua, Brasil Limpo e Cariocas Direitos, o protesto mesclou diferentes pautas de reivindicação. Veja algumas abaixo: 

Cristina Tross, aposentada : “Sou filha de militar, sou pensionista da Marinha e não consigo mais suportar esta roubalheira. Quero o congresso abaixo, é tudo ladrão e a intervenção é a única solução. Não que eles tenham tomar o poder, mas eles têm que intervir para tirar todo mundo que está roubando. Tirar todos estes políticos daí. Só voto se for no Bolsonaro. E, aliás, já tirei foto com ele e ele é um gato". 

Pedro Rotava, 33, médico : “Estou aqui para tirar a Dilma. Tem que fazer pelo impeachment mesmo, é a única forma. Entra o Temer, não sei se vai ficar melhor. Mas vai ficar melhor com o Temer do que com a Dilma. O PT tem um projeto de poder que sou contra. Eles pretendem não largar o poder e isto é anti-democrático. Não concordo. É a primeira manifestação que venho e pretendo ir em outras relacionadas a coisas que acredito. Intervenção militar é mentira. Isto eu não quero e sou contra". 

“Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro”, gritam manifestantes em Copacabana, Rio de Janeiro.

Beatriz, 65, economista:  “Sou a favor da democracia. Fui perseguida na ditadura e não quero mais isso. Estou aqui hoje porque sou contra defenderem uma coisa durante a eleição e depois fazerem outra. O que eu quero é que as instituições funcionem e que haja respeito pela maioria. Sou contra impeachment e contra intervenção militar".

Contra o impeachment, o médico Rodrigo Serafim levou os filhos porque
Nina Ramos/iG Rio de Janeiro
Contra o impeachment, o médico Rodrigo Serafim levou os filhos porque "eles são o futuro do país" e acredita que "o povo precisa mostrar que pode lutar"

Rodrigo Serafim, 38, médico : "Estou protestando contra a mentira. Dificuldade eu até entendo, o protesto é contra mentiras. Não somos obrigados a aceitar isso. Impeachment eu não quero. Não acho que esta seja a melhor solução. A gente tem que mostrar a nossa insatisfação. Tem que deixar que eles vejam, que eles fiquem com medo. Temos que mostrar que temos a capacidade de lutar. Trouxe meus filhos porque eles são o futuro do país, eles vão sofrer muito mais com o problemas do país do que a gente. Gostaria muito que eles pudessem sair do país porque estou muito desiludido.

William Credes, 28 : “Peço a intervenção militar porque é o que nos resta. Vai sair ela e entrar quem? PSDB? PMDB? Não muda muita coisa, né? Só vagabundagem”

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