Tamanho do texto

Na frente de Aécio nas pesquisas de intenção de voto, Marina tentou evitar embate direto com o tucano, terceiro colocado

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, tentou trocar passes com o rival Aécio Neves (PSDB) no debate deste domingo (28) na TV Record. O tucano rejeitou o cortejo e respondeu com ataques, tornando Marina alvo dele, da petista e candidata à reeleição Dilma Rousseff, e de Luciana Genro (PSOL). Esse foi o quarto encontro entre presidenciáveis.

Análise: Dilma e Marina protagonizam embates mais duros de debate na TV

Na frente de Aécio nas pesquisas de intenção de voto, Marina tentou evitar embate direto com o tucano, terceiro colocado. Assim que pôde, a pessebista perguntou ao tucano sobre sua política energética. Ambos concordaram com a necessidade de diversificar a matriz, mas Aécio terminou sua fala lembrando que Marina participou do governo petista e seria responsável pela atual política para o setor.

Mais tarde, Aécio se referiu à Marina ao agradecer ironicamente os “elogios de uma certa candidata” aos quadros do PSDB. “Nós somos a verdadeira opção de mudança.”

Leia mais sobre as eleições:

- Ministro da Justiça deixa celular ligado e passa por saia justa em debate
- "Eu sou oposição a tudo isso que está aí", diz Aécio antes de debate na TV
- Datafolha:
Dilma vai a 40%, Marina cai para 27% e Aécio oscila para 18%

Marina só engrossou a voz no debate quando se dirigiu à Dilma, que respondeu no mesmo tom. A candidata do PSB afirmou que a “política de etanol é um fracasso”, responsável por fechar 70 usinas em todo o Brasil. “Você não respondeu porque mudou as prioridades que o presidente Lula tanto falou em seu governo”. Dilma retrucou em seguida: “A minha política [ para o etanol ] foi baseada no que você é contra: subsidio ao setor.”

Marina se consulta com equipe de assessores no intervalo do debate na Record neste domingo (28)
Gabriela Bilo/Futura Press
Marina se consulta com equipe de assessores no intervalo do debate na Record neste domingo (28)

A ex-ministra também sofreu com Luciana Genro, que insinuou que Marina seria inconstante ao ceder à “pressão dos banqueiros, dos reacionários do Congresso Nacional”. “E joga na lata do lixo seu programa do LGBT. Essa é a nova política da Marina... mais velha que a história.”

Marina foi alfinetada até pelo Pastor Everaldo, candidato do PSC, que teria manifestado simpatia pela candidata, também evangélica. “Desconheço essa afirmativa de ter manifestado simpatia por alguém”, disse ele.