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O deputado Eduardo Cunha (RJ) é autor de um projeto, resgatado pelo pastor Feliciano, que criminaliza o preconceito heterossexual

Fiel da igreja Sara Nossa Terra e seguidor do bispo Robson Rodovalho, o deputado carioca Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, está enfrentando uma saia justa. Um projeto de sua autoria apresentado em 2010 e que criminaliza o preconceito contra os heterossexuais foi resgatado das gavetas da Casa e colocado na pauta pelo polêmico pastor Marco Feliciano (PSC), o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos.

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Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara
AE
Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara

Apesar da pressão popular pela saída do religioso do órgão colegiado, o líder peemedebista não recuou de sua posição. “Do jeito que a coisa está, a gente (heterossexuais) se sente discriminado”, disse o parlamentar. Ele reclamou, ainda, da radicalização do movimento LGBT e afirmou que o discurso desse grupo é “ideológico”. Mas antes que a entrevista prosseguisse, tratou de cortar o assunto. “Não quero falar disso agora. Tudo que eu disser será visto como a palavra de um líder”.

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Os evangélicos sentiram o golpe e partiram para o contra-ataque. Um panfleto assinado por diversas igrejas e pelos partidos PRB e PSC circulou ontem nas redes sociais celebrando que a “A CDHM agora está nas mãos de Deus”. “Nas próximas eleições vote apenas em candidatos cristãos: Jesuscracia”, afirmou.

Uma centena de manifestantes protestou nesta terça-feira nos corredores da Câmara contra a escolha do pastor Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

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