Jair Bolsonaro com a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina
Carolina Antunes/PR
Jair Bolsonaro com a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina

A senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta segunda-feira (17) que a “política é dinâmica” e minimizou a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ela, é cedo afirmar que Bolsonaro estará fora da política e acredita que a situação pode mudar daqui a uns meses.

Ex-ministra de Jair Bolsonaro, Tereza citou o exemplo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de inelegível em 2018 para presidente eleito em 2022. Ela, porém, lamentou que a decisão feche uma porta da direita.

“Isso fecha uma das opções que o campo da direita tinha. Mas Lula era inelegível há dois anos e meio atrás. Volto a dizer, é muito cedo. Hoje estamos fazendo as especulações, mas a política é dinâmica”, afirmou em entrevista ao Jornal O Globo.

Bolsonaro foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político ao se reunir com embaixadores para atacar urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro. Após a inelegibilidade, a direita passou a procurar um nome para representar o campo político em 2026.

Um dos nomes cotados é da própria Tereza Cristina, que tem relação próxima com Jair Bolsonaro e seus interlocutores. Além da senadora, os nomes dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também estão entre os preferidos da ala bolsonarista.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de assumir o cargo de vice-presidente, Tereza Cristina desconversou e admitiu que não foi procurada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ela diz ter relação próxima com Valdemar, mas vê as afirmações apenas como “uma brincadeira”.

“Às vezes, Valdemar (Costa Neto, presidente do PL) brincava comigo: 'Você pode ser a melhor vice do mundo'. Eu sei que ele gosta muito de mim, assim como gosto dele, mas nunca sentaram comigo: 'Tereza, venha aqui vamos conversar sobre ser vice”, disse.

A senadora ainda pediu união entre partidos da direita para fazer frente ao Palácio do Planalto. Entretanto, partidos como Progressistas, no qual é filiada, e Republicanos tentam encontrar alternativas de entrar no governo Lula.

“Eu acho que são especulações de nomes. Nosso campo só não pode se dividir, temos que estar juntos, PP, PL, Republicanos e outros mais. Se a gente estiver unido, vamos achar o melhor candidato para presidente e vice, pragmaticamente, para ganhar as eleições”, concluiu o parlamentar.

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