As Unidades de Polícia Pacificadora atuam em comunidades cariocas
marcelo casal/Agência Brasil
As Unidades de Polícia Pacificadora atuam em comunidades cariocas

O comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), coronel Jorge Pimenta, foi substituído do comando das UPPs. Para o seu lugar foi designado o tenente-coronel Luiz Octávio Lopes, que estava a frente do 3º BPM, no Méier.

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A mudança no comando das UPPs ocorre em meio às últimas operações policiais envolvendo a CPP que terminou com inocentes mortos , num intervalo de seis dias. No último dia 22, um morador foi morto por uma bala perdida na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, durante uma operação da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).

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No último dia 16, uma operação da CPP deixou quatro mortos no Morro do Vidigal, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. Moradores e familiares negam envolvimento deles com o crime.

Na quarta-feira passada (22), agentes da Delegacia de Homicídios da Capital realizam uma perícia na comunidade. Três PMs que participaram da ação foram ouvidos e eles alegam que as mortes ocorreram durante confronto.

Ao RJTV, da TV Globo , familiares das vítimas contam que nenhum dos mortos tinha ligação com o crime organizado. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que Marcos Guimarães da Silva já havia sido condenado por tráfico de drogas, roubo qualificado e cooptação de menores. No entanto, segundo o Tribunal de Justiça, a vítima não tem nenhuma anotação criminal.

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Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar disse que as trocas de comando fazem parte da rotina administrativa da corporação, descartando que a motivação tenha sido as ações policiais com morte de inocentes.

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