80 tiros
Fábio Teixeira / Parceiro / Agencia O Globo
Carro onde estava o músico Evaldo dos Santos Rosa e sua família foi atingido por 80 tiros disparados por militares do Exército

O soldado Matheus Sant'Anna Claudino, um dos militares acusados de disparar 80 tiros em um Ford Ka e de assassinar o músico Evaldo Rosa dos Santos e o catador de material reciclável Luciano Macedo , admitiu ter atirado no catador. O militar se justifica afirmando que Macedo estava armado e havia atirado na viatura.

O caso ocorreu em 7 de abril deste ano, no Rio de Janeiro. Segundo o laudo da investigação, os militares dispararam ao menos 257 vezes, sendo 83 no carro que pertencia a Evaldo. 

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Os 12 militares que são acusados pelo ocorrido prestaram depoimento nesta segunda-feira (16), afirmando que houve troca de tiros. No entanto, a investigação do caso não encontrou nenhuma prova de que houve disparos sem ser os realizados pelos militares.

O músico estava levando o filho de 7 anos, a esposa, o sogro e uma amiga a um chá de bebê. Quandos os tiros começaram, o catador foi tentar socorrer a família e acabou sendo atingido também. As esposas de ambos afirmam que os militares negligenciaram ajuda e debocharam da situação. 

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O soldado Matheus Claudino afirma, no entanto, que havia visto o catador e o veículo participando de um roubo de carro próximo ao local, minutos antes dos disparos. Ele defende que, quando a viatura chegou no local onde seria efetuados os disparos, Macedo estava na porta do carro de Evaldo e teria atirado ao ver os militares.

"Vi quando o Luciano estava naquela rua ao lado já apontando uma arma para assaltar outro carro. Aí já sabia onde ia efetuar os meus disparos", disse o soldado. 

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