Paraisópolis
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Jovens foram mortos após tumulto em baile funk de Paraisópolis

“A forma como a polícia agiu resultou nas mortes, por isso estamos falando que se trata de um massacre”, afirmou Dimitri Sales , presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), ao site UOL nesta segunda-feira (2). Ele se refere às nove pessoas que morreram pisoteadas, na madrugada de domingo (1), após policiais militares terem entrado em um baile funk em Paraisópolis , favela na Zona Sul de São Paulo. 

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Segundo a versão oficial da Polícia Militar , agentes da PM estavam perseguindo dois suspeitos que teriam fugido para dentro do evento em Paraisópolis, levando os policiais ao local. A presença da polícia teria gerado tumulto na festa, com público estimado de 5 mil pessoas. Dessas, nove pessoas teriam morrido ao ficarem encurraladas em vielas na tentativa de se afastar da confusão. 

No entanto, moradores contestam a versão dos policiais, afirmando que a ação foi uma emboscada. Sales acredita que a versão da PM não é suficiente para explicar as mortes. Para ele, houve excesso de violência e de abuso de autoridade por parte dos policiais e isso teria resultado nos pisoteamentos .

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“A forma como a operação se deu, impedindo rotas de fuga, promovendo dispersão desordenada, sem que as pessoas pudessem fugir, sem ter espaço para fuga, isso tudo configura o ato de massacre. Não foi um mero acidente como se quer fazer crer”, explicou Sales. 

O presidente do Condepe , órgão que integra a Secretaria de Justiça e Cidadania do governo de São Paulo, conta que foi impedido de entrar em um dos IML (Instituto Médico Legal) onde corpos das vítimas estavam, algo que estaria no direito da entidade. 

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Sales afirmou que é necessário analisar se o pisoteamento em Paraisópolis foi realizado por "coturnos", calçado usado pela polícia. Ele informa que o Condepe irá solicitar cópias dos laudos periciais para conferir se há evidências de que isso possa ter ocorrido.


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