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Jaira Gonçalves, de 42 anos, foi presa por envenenar a própria enteada a conta gotas por mais de dois meses na cidade de Cuiabá, no Mato Grosso

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Polícia Civil / Divulgação
Madrasta da criança de 11 anos foi presa por suspeita de matá-la envenenada

A Polícia Civil do Mato Grosso apura se Jaira Gonçalves, responsável por envenenar a enteada Mirela Poliane, de apenas 11 anos, para ficar com a herança de R$ 800 mil da menina, também matou o avô dela no ano de 2018.

A criança passou a morar com o pai e a madrasta quando o avô e a avó materna dela, que cuidaram da menina desde que ela nasceu, morreram. A mãe de Mirela morreu por erro médico durante o parto e, por causa disso, a menina recebeu indenização de R$ 800 mil que só poderia ser utilizada após ela completar 24 anos.

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Exames da época da morte do avô foram analisados pela polícia durante as investigações da morte de Mirela e levantaram suspeitas dos investigadores. A exumação do corpo de Edson Manoel será realizada, mas é possível que vestígios do suposto veneno não sejam encontrados porque o avô dela morreu há cerca de um ano.

A menina morreu no mês de junho após passar por uma série de internações no hospital. Sempre que ia à unidade de saúde, a menina melhorava, mas voltava para casa e apresentava piora. Ela passou por nove internações no período de dois meses, chegando morta no hospital na última vez em que foi enviada à instituição de saúde.

Após investigações da polícia, Jaira foi indiciada por homicídio duplamente qualificado praticado por envenenamento da enteada e motivo torpe.