creche
Antonio Cruz/ABr
Depósitos de desvios eram feitos na conta da igreja em que o servidor público municipal era pastor.

A Polícia Civil de São Paulo localizou mais um suspeito de ajudar entidades conveniadas a fraudar documentos para desviar verbas municipais. A fase investiga a máfia das creches e apontou para o envolvimento de um servidor público que receberia dinheiro por meio de uma igreja. 

Um segundo homem já estava sendo investigado e teria envolvimento com a gestão de unidades educacionais, criadas para revenda. 

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De acordo com informações apuradas pela Folha de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública realizou buscas e apreensões nos endereços dos dois envolvidos na tarde desta sexta-feira (11). Desvio de alimentos e de verba municipal, além de direitos trabalhistas como FGTS e INSS de funcionários por emissão de guias falsas estão entre as suspeitas. 

A operação Misantropia está sendo gerida por policiais do 10º DP (Penha), sob o comando da delegada Ana Lucia Souza. Documentos apreendidos com outros suspeitos deram início a nova fase de investigações. O promotor José Carlos Blat, do Ministério Público, também investiga as conexões políticas entre as entidades, segundo a Folha. 

Os investigados

O servidor da Diretoria Regional de Educação de Guaianases, Joel de Alcamin Rodrigues, que também é pastor evangélico, receberia depósitos na conta da sua igreja. Os pagamentos também eram feitos em viagens.

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Segundo as investigações, a mulher de Joel teria ido à Maceió com dinheiro ilícito conseguido a partir de desvios de verbas dos Centros de Educação Infantil. A prefeitura disse à Folha que exonerou Joel após as investigações. 

O segundo investigado possui um escritório de contabilidade e é responsável pela presidência de duas organizações sociais que atuam em creches. O nome não foi divulgado. A polícia suspeita de formação de organização criminosa a partir do uso de empresas de fachada para fazer caixa dois.


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