Cigarro eletrônico: Receita Federal aumenta fiscalização e vai cancelar CNPJ de vendedores

A venda clandestina de cigarros eletrônicos levou a Receita Federal a redobrar a fiscalização do comércio ilegal do produto neste fim de ano em centros comerciais e shoppings populares.
A venda clandestina de cigarros eletrônicos levou a Receita Federal a redobrar a fiscalização do comércio ilegal do produto neste fim de ano em centros comerciais e shoppings populares. . Foto: Reprodução: Flipar
No último mês de outubro, o órgão federal baixou norma que prevê a suspensão e até mesmo o cancelamento do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de quem seguir comercializando os chamados “vapes”, proibidos desde 2009 no Brasil por determinação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). . Foto: Reprodução: Flipar
Ao todo, 22 CNPJs já foram suspensos e a apreensão de cigarros eletrônicos pela Receita Federal alcançou a cifra de R$ 240 milhões, quase quatro vezes mais do que os R$ 63 milhões do ano passado. . Foto: Reprodução: Flipar
O cigarro eletrônico é altamente nocivo para a saúde. Recentemente, Lia Paiva, mãe de Diego Paiva dos Santos, que morreu aos 20 anos de infarto pulmonar, fez um vídeo nas redes sociais apontando como o vape (cigarro eletrônico) contribuiu para a morte precoce do jovem. . Foto: Reprodução: Flipar
“Uma das grandes causas da partida do meu filho”, declarou a empresária, que é mulher de Serginho, ex-jogador de futebol de São Paulo e Milan. De acordo com ela, a morte de Diego, no dia 7 de agosto, ocorreu após ele sofrer uma contaminação após bactéria entrar por um furúnculo. “Acreditamos que ele se contaminou no tatame (do jiu-jitsu) e a bactéria ficou alojada no ombro.” . Foto: Reprodução: Flipar
Diego usava cigarro eletrônico desde os 15 anos, o que causou comprometimento severo dos pulmões. “Nem pulmão tinha, de tanta infecção que tinha no pulmão”, afirmou. . Foto: Reprodução: Flipar
O uso de cigarro, tanto eletrônico como comum, é uma preocupação mundial. Este ano, por exemplo, o México ampliou (a partir de 15/1) a proibição do fumo em vários espaços públicos, incluindo praias e parques, e também vetou a publicidade de cigarros em qualquer meio de comunicação.. Foto: Reprodução: Flipar
No Brasil, o uso de cigarros eletrônicos por adolescentes têm sido comum e causa grande preocupação. Reportagens alertam que o consumo ocorre, principalmente, nos banheiros ou nas quadras de colégios particulares. Há até relatos de venda de cigarro eletrônico por estudantes dentro de escolas. . Foto: Reprodução: Flipar
O cigarro eletrônico funciona por meio de uma bateria que esquenta um líquido formado por água, aromatizante, nicotina, glicerina e propilenoglicol. Tragado pela boca, ele cria uma fumaça branca que pode ser inodora ou até ter cheiro, mas que rapidamente se dissipa no ar. . Foto: Reprodução: Flipar
Chamado de vape ou pod, ele se parece com um pendrive. Custa entre R$ 60 e R$ 680. A venda é proibida no Brasil, mas ele é facilmente encontrado. . Foto: Reprodução: Flipar
O cigarro eletrônico, assim como o comum, vicia, causa danos aos pulmões e é cancerígeno. E ainda afeta quem está ao redor. Professores acreditam que os alunos usam o cigarro eletrônico como meio de afirmação entre os colegas. Alguns não têm noção do perigo. Outros sabem que o cigarro é tóxico. . Foto: Reprodução: Flipar
O cigarro como instrumento de inclusão é um problema que foi debatido desde os tempos áureos do cinema, quando o fumo era considerado charmoso. . Foto: Reprodução: Flipar
Impossível saber o alcance do mal causado pelos filmes da época na saúde dos espectadores, tamanha a quantidade de personagens fumantes que inspiraram jovens ao longo de décadas. . Foto: Reprodução: Flipar
Entre as décadas de 1930 e 1960, houve uma sucessão de filmes em que os atores fumavam em ambientes que atraíam a atenção pelo requinte e pela autonomia dos personagens. . Foto: Reprodução: Flipar
Humphrey, um dos maiores atores da história, desperdiçou boa parte da vida em nome do vício. Ele fumava não apenas nos filmes, mas na vida real. E fumou tanto que o câncer o matou cedo, aos 57 anos. . Foto: Reprodução: Flipar
Bette Davis foi uma das atrizes que mais vezes apareceu na tela com um cigarro nas mãos. Era um companheiro quase permanente. . Foto: Reprodução: Flipar
Aqui é o oposto. A mulher é que acende o cigarro do homem. Clark Gable, galã de sua geração, dá aquela olhada em Joan Crawford com o cigarro a postos. . Foto: Reprodução: Flipar
Os filmes de faroeste também não largavam o cigarro. Clint Eastwood, um dos ícones do western americano, desejado pelas moças e por rapazes em sua época de herói, a todo instante tinha um cigarro na boca. . Foto: Reprodução: Flipar
John Wayne e Gary Cooper chegavam a receber dinheiro de fabricantes de cigarro para promover o produto nos filmes. Ambos morreram de câncer. Na foto, propaganda da marca Camel feita por John Wayne. . Foto: Reprodução: Flipar
Mais recentemente, o cigarro ainda marcava presença, embora com menos intensidade e sem associação a charme e elegância. Além disso, passou a haver uma resistência a esse tipo de apelo.. Foto: Reprodução: Flipar
Tanto que o cartaz promocional do filme Coco Chanel foi vetado, em 2009, na publicidade na França, pois tem Audrey Tautou segurando um cigarro - o que foi considerado uma propaganda de cigarro (proibida no país). . Foto: Reprodução: Flipar
Hoje, o apelo pelo cigarro já foi bastante reduzido. O cinema parou de glamourizar o fumo e não há mais propaganda de cigarro. No Brasil, os alertas dos males causados pelo hábito de fumar são explícitos nas embalagens em tentativa de dissuasão. . Foto: Reprodução: Flipar