Pra quem não viu: Tanajuras e caravelas se espalham pela areia e intrigam especialistas

Um vídeo que mostra uma enorme quantidade de tanajuras — mortas e vivas — na praia de Barra do Sahy, no litoral de Aracruz, Espírito Santo, chamou a atenção recentemente nas redes sociais.
Um vídeo que mostra uma enorme quantidade de tanajuras — mortas e vivas — na praia de Barra do Sahy, no litoral de Aracruz, Espírito Santo, chamou a atenção recentemente nas redes sociais.. Foto: Reprodução: Flipar
Nas imagens, é possível ver que as tanajuras estão espalhadas tanto pela areia quanto nas águas do mar, especialmente na área onde as ondas se quebram.. Foto: Reprodução: Flipar
Além dos insetos, o responsável pelo vídeo também identificou a presença de algumas caravelas-portuguesas entre elas.. Foto: Reprodução: Flipar
Ao jornal A Gazeta, a prefeitura local confirmou a veracidade do vídeo e afirmou que o surgimento de tanajuras e caravelas na região está ligado ao período reprodutivo das espécies, somado à entrada do vento leste na costa.. Foto: Reprodução: Flipar
Biólogos entrevistados pelo A Gazeta concordaram que é preciso fazer mais estudos para entender melhor o fenômeno.. Foto: Reprodução: Flipar
Segundo o especialista, as tanajuras são capazes de perceber mudanças na pressão atmosférica e na umidade, o que as leva a antecipar o voo para reprodução.. Foto: Reprodução: Flipar
Sobre a presença da caravela-portuguesa, a secretaria de Meio Ambiente do município comunicou que essa espécie não é comum nas praias da região.. Foto: Reprodução: Flipar
Entretanto, variações na temperatura da água e nas correntes marítimas podem ter contribuído para seu aparecimento na praia.. Foto: Reprodução: Flipar
A secretaria também ressaltou que os banhistas não devem tocar nas caravelas, já que, mesmo após a morte, elas podem provocar queimaduras. Saiba mais sobre esses animais que despertam curiosidade!. Foto: Reprodução: Flipar
A saúva — popularmente conhecida como tanajura — é um tipo de formiga que pertence ao gênero Atta, muito conhecida no Brasil e em várias partes da América Latina por sua capacidade de cortar e transportar folhas. . Foto: Reprodução: Flipar
Essas formigas vivem em colônias altamente organizadas, com uma divisão de trabalho entre as operárias, soldados, rainha e machos.. Foto: Reprodução: Flipar
Uma das características mais marcantes das saúvas é a sua relação simbiótica com um fungo. . Foto: Reprodução: Flipar
As operárias cortam folhas e as levam para o ninho, onde servem como substrato para o cultivo do fungo, que se torna o principal alimento da colônia.. Foto: Reprodução: Flipar
Os ninhos das saúvas podem ser extremamente grandes, com várias câmaras subterrâneas interligadas. Em algumas espécies, os formigueiros podem chegar a ter milhões de indivíduos, tornando-as um dos insetos sociais mais numerosos. . Foto: Reprodução: Flipar
As saúvas têm um papel importante na reciclagem de nutrientes no ambiente, já que ao cortar folhas, ajudam a promover a decomposição da matéria orgânica.. Foto: Reprodução: Flipar
Contudo, quando em grande número, podem causar problemas econômicos, especialmente em plantações de eucalipto, cana-de-açúcar e outras culturas de grande valor comercial.. Foto: Reprodução: Flipar
Já a caravela-portuguesa (Physalia physalis), é um organismo marinho fascinante e, ao mesmo tempo, perigoso. . Foto: Reprodução: Flipar
Apesar de seu nome e aparência que lembram uma medusa, ela não é uma água-viva. Foto: Reprodução: Flipar
A parte mais visível da caravela-portuguesa é uma estrutura flutuante cheia de gás, semelhante a uma vela. Essa estrutura permite que a colônia se mantenha na superfície da água, impulsionada pelos ventos e correntes marítimas.. Foto: Reprodução: Flipar
Abaixo dessa estrutura flutuante, pendem longos tentáculos que podem se estender por mais de 30 metros. Além disso, sua coloração vibrante, geralmente azul, rosa ou arroxeada, serve como um aviso para os predadores sobre sua toxicidade.. Foto: Reprodução: Flipar
Esses tentáculos são cobertos por células urticantes que liberam veneno ao entrar em contato com suas presas ou, eventualmente, com seres humanos. Os sintomas são: dor intensa, vermelhidão, inchaço e, em casos mais graves, dificuldades respiratórias e choque anafilático.. Foto: Reprodução: Flipar