Cigarro eletrônico: mãe aponta vape como uma das causas de morte do filho de 20 anos

Lia Paiva, mãe de Diego Paiva dos Santos, que morreu aos 20 anos de infarto pulmonar, fez um vídeo nas redes sociais apontando como o vape (cigarro eletrônico) contribuiu para a morte precoce do jovem.
Lia Paiva, mãe de Diego Paiva dos Santos, que morreu aos 20 anos de infarto pulmonar, fez um vídeo nas redes sociais apontando como o vape (cigarro eletrônico) contribuiu para a morte precoce do jovem. . Foto: Reprodução: Flipar
“Uma das grandes causas da partida do meu filho”, declarou a empresária, que é mulher de Serginho, ex-jogador de futebol de São Paulo e Milan. . Foto: Reprodução: Flipar
De acordo com Lia Paiva, a morte de Diego, no dia 7 de agosto, ocorreu após ele sofrer uma contaminação após bactéria entrar por um furúnculo. “Acreditamos que ele se contaminou no tatame (do jiu-jitsu) e a bactéria ficou alojada no ombro.” . Foto: Reprodução: Flipar
Segundo ela, Diego usava cigarro eletrônico desde os 15 anos, o que causou comprometimento severo dos pulmões. “Nem pulmão tinha, de tanta infecção que tinha no pulmão”, afirmou. . Foto: Reprodução: Flipar
Em junho, uma estudante de Medicina foi desligada do serviço num hospital carioca ao ser fotografada com cigarro eletrônico no centro obstétrico.. Foto: Reprodução: Flipar
O caso ocorreu na Maternidade Municipal Leila Diniz, no Rio de Janeiro, e a estudante Ana Clara Carmo, de 24 anos, não poderá mais atuar na instituição. . Foto: Reprodução: Flipar
O uso de cigarro, tanto eletrônico como comum, é uma preocupação mundial. Este ano, por exemplo, o México ampliou (a partir de 15/1) a proibição do fumo em vários espaços públicos, incluindo praias e parques, e também vetou a publicidade de cigarros em qualquer meio de comunicação.. Foto: Reprodução: Flipar
Estima-se que no México, que tem 126 milhões de habitantes, existam cerca de 15 milhões de fumantes, dos quais 5% (684 mil pessoas) são adolescentes com idade entre 12 e 17 anos.. Foto: Reprodução: Flipar
No Brasil, o uso de cigarros eletrônicos por adolescentes têm sido comum e causa grande preocupação. Reportagens alertam que o consumo ocorre, principalmente, nos banheiros ou nas quadras de colégios particulares. Há até relatos de venda de cigarro eletrônico, que é proibido no Brasil, por estudantes dentro de escolas. . Foto: Reprodução: Flipar
O cigarro eletrônico funciona por meio de uma bateria que esquenta um líquido formado por água, aromatizante, nicotina, glicerina e propilenoglicol. . Foto: Reprodução: Flipar
Tragado pela boca, ele cria uma fumaça branca que pode ser inodora ou até ter cheiro, mas que rapidamente se dissipa no ar. . Foto: Reprodução: Flipar
Chamado de vape ou pod, ele se parece com um pendrive. Custa entre R$ 60 e R$ 680. A venda é proibida no Brasil, mas ele é facilmente encontrado. . Foto: Reprodução: Flipar
O cigarro eletrônico, assim como o comum, vicia, causa danos aos pulmões e é cancerígeno. E ainda afeta quem está ao redor. . Foto: Reprodução: Flipar
Professores acreditam que os alunos usam o cigarro eletrônico como meio de afirmação entre os colegas. Alguns não têm noção do perigo. Outros sabem que o cigarro é tóxico. . Foto: Reprodução: Flipar
O cigarro como instrumento de inclusão é um problema que foi debatido desde os tempos áureos do cinema, quando o fumo era considerado charmoso. . Foto: Reprodução: Flipar
Impossível saber o alcance do mal causado pelos filmes da época na saúde dos espectadores, tamanha a quantidade de personagens fumantes que inspiraram jovens ao longo de décadas. . Foto: Reprodução: Flipar
Entre as décadas de 1930 e 1960, houve uma sucessão de filmes em que os atores fumavam em ambientes que atraíam a atenção pelo requinte e pela autonomia dos personagens. . Foto: Reprodução: Flipar
A bela Audrey Hepburn com sua piteira marcou época - um gesto hoje condenável. . Foto: Reprodução: Flipar
Humphrey, um dos maiores atores da história, desperdiçou boa parte da vida em nome do vício. Ele fumava não apenas nos filmes, mas na vida real. E fumou tanto que o câncer o matou cedo, aos 57 anos. . Foto: Reprodução: Flipar
Bette Davis foi uma das atrizes que mais vezes apareceu na tela com um cigarro nas mãos. Era um companheiro quase permanente. . Foto: Reprodução: Flipar
Aqui é o oposto. A mulher é que acende o cigarro do homem. Clark Gable, símbolo sexual de sua geração, dá aquela olhada em Joan Crawford com o cigarro a postos. . Foto: Reprodução: Flipar
Os filmes de faroeste também não largavam o cigarro. Clint Eastwood, um dos ícones do western americano, desejado pelas moças e por rapazes em sua época de herói, a todo instante tinha um cigarro na boca. . Foto: Reprodução: Flipar
John Wayne e Gary Cooper chegavam a receber dinheiro de fabricantes de cigarro para promover o produto nos filmes. Ambos morreram de câncer. Na foto, propaganda da marca Camel feita por John Wayne. . Foto: Reprodução: Flipar
Mais recentemente, o cigarro ainda marcava presença, embora com menos intensidade e sem associação a charme e elegância. Além disso, passou a haver uma resistência a esse tipo de apelo.. Foto: Reprodução: Flipar
Tanto que o cartaz promocional do filme Coco Chanel foi vetado, em 2009, na publicidade na França, pois tem Audrey Tautou segurando um cigarro - o que foi considerado uma propaganda de cigarro (proibida no país). . Foto: Reprodução: Flipar
Hoje, o apelo pelo cigarro já foi bastante reduzido. O cinema parou de glamourizar o fumo. Não há mais propaganda de cigarro. E os alertas são explícitos nas embalagens numa tentativa de dissuasão. . Foto: Reprodução: Flipar