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Tablóides britânicos controlados por Rupert Murdoch pagaram mais de um milhão de libras (1,62 milhão de dólares) para evitar processos que poderiam revelar o envolvimento de seus jornalistas na escuta ilegal de várias personalidades, informa o jornal The Guardian.

O News Group Newspapers, subdivisão do império do magnata australiano dos meios de comunicação, News Corp, teria pago para silenciar três vítimas que tiveram os telefones celulares afetados para a obtenção de informações exclusivas, afirma o jornal britânico de centroesquerda.

A News Corp inclui títulos como o News of the Word e o The Sun, o jornal dominical e o tablóide de maior tiragem da Grã-Bretanha.

Segundo o Guardian, que não revela as fontes, alguns jornalistas utilizaram os serviços de detetives particulares para obter informações que incluem também dados confidenciais como declarações de impostos e extratos de contas bancárias.

Entre as vítimas, o Guardian menciona a modelo Elle Macpherson, a atriz Gwyneth Paltrow, o cantor George Michael, o ex-vice-premier John Prescott e o agente das estrelas Max Clifford.

Clive Goodman, especialista em realeza do News of the World, havia sido condenado a quatro meses de prisão em 2007 por ter interceptado mais de 600 mensagens de telefones celulares dos funcionários da família real. Na época ele assumiu a total responsabilidade pelas escutas.

Mas durante a investigação, a polícia de Londres recebeu denúncias sobre a intervenção de milhares de telefones de personalidades por vários detetives particulares, segundo o Guardian.

Para silenciar o caso, o News Group teria pago, por exemplo, 700.000 libras (1,13 milhão de dólares) a Gordon Taylor, dirigente da Professional Footballers Association, o sindicato de jogadores, de acordo com o jornal.

A News International, braço britânico da News Corp, não comentou a informação.

lgo/fp

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