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Nova Délhi - Subiu para 105 o número de mortes pelo consumo de álcool adulterado no estado de Gujarat, oeste da Índia, informou a agência local Ians.

Pelo menos 149 pacientes estão internados em diferentes hospitais da principal cidade da região, Ahmedabad, todos lotados pelo grande número de pessoas intoxicadas.

As mortes começaram na última segunda e o número de casos aumentou com muita rapidez desde então, porque o veneno presente no álcool atua diretamente no sistema nervoso.

A última vez que o estado sofreu uma tragédia destas proporções envolvendo álcool adulterado foi em 1989, quando 132 pessoas faleceram em poucos dias.

Uma fonte oficial disse a essa agência que a Polícia fechou, até o momento, 1,2 mil estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas e deteve 800 pessoas na região, onde a venda e o consumo de álcool são ilegais.

A partir da informação obtida de um contrabandista, a Polícia foi à localidade de Memahdabad, a 35 quilômetros de Ahmedabad, à procura do suposto responsável pela elaboração e distribuição do álcool que causou o envenenamento.

Segundo a agência indiana "PTI", a oposição regional do Partido do Congresso ligou aos fatos Shaktisinh Gohli, vereador da localidade de Memahdabad pelo conservador Bharatiya Janata Party (BJP), legenda que governa na região.

O próprio Governo regional anunciou na quarta-feira a abertura de uma comissão investigadora, que divulgará suas impressões antes de 30 de novembro.

O estado de Gujarat é o único da Índia que proíbe a venda e o consumo de álcool. A medida é uma homenagem ao líder Mahatma Gandhi, natural de lá e que era contra estas bebidas.

A proibição levou à proliferação de estabelecimentos ilegais que põem à venda bebidas de fabricação caseira, consumidas por aqueles que não podem pagar os produtos de marca disponíveis fora da região.

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