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Islamabad, 1 set (EFE) - A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou hoje a morte de um jornalista paquistanês que tinha sido seqüestrado no dia 27 de agosto por um grupo de insurgentes talibãs, no conflituoso vale do Swat (norte).

Segundo um comunicado da RSF, o repórter Abdul Aziz, que trabalhava para o jornal "Azadi", morreu supostamente durante um ataque aéreo das forças paquistanesas no acampamento talibã, onde estava detido.

"Os talibãs são responsáveis pela morte de Aziz porque o seqüestraram e o detiveram em um de seus campos", declarou a organização na nota.

"Esta tragédia demonstra as duras condições que os jornalistas enfrentam quando trabalham em zonas afetadas pela luta entre os talibãs e as forças de segurança", acrescentou a RSF.

Embora em Swat estivesse em andamento uma operação militar contra os insurgentes, o Governo anunciou a interrupção das ofensivas até o fim do mês do Ramadã.

"Os jornalistas são vítimas da violência e da intimidação por todas as partes combatentes no vale do Swat e nas vizinhas áreas tribais", denunciou a organização.

A RSF lembrou que, segundo a Convenção de Genebra, "os combatentes são obrigados a proteger os civis, inclusive os jornalistas".

A organização internacional explicou que um líder talibã local informou da morte do jornalista e a atribuiu a um bombardeio do Exército, que negou seu envolvimento.

O vale de Swat estava aberto ao turismo, mas, após o ataque à Mesquita Vermelha de Islamabad, houve combates entre os insurgentes e as forças de segurança.

Tanto em Swat quanto nas áreas tribais do Paquistão, que nunca estiveram sob controle do Governo, combates e atentados são freqüentes.

A inteligência americana suspeita de que na fronteira com o Afeganistão estão escondidos líderes talibãs e terroristas da Al Qaeda. EFE igb/ab/db

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